Os vereadores eleitos e não diplomados, Jorge Rangel (PTB) e Kellenson Ayres Figueiredo de Souza, o Kellinho (PR), réus na “Operação Chequinho” da Polícia Federal, queriam assumir os cargos na Câmara de Campos, mas tiveram seus recursos negados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O mandado de segurança impetrado pelos dois vereadores pretendia a extensão da decisão do próprio TRE, que autorizou a diplomação de Linda Mara (PTC), Thiago Virgílio (PTC), Miguelito (PSL) e Ozéias (PSDB), também impedidos pela Justiça Eleitoral de assumirem as cadeiras no Legislativo, em dezembro do ano passado.
Também na pauta de ontem da Corte, os desembargadores negaram por 3 a 2 uma ação cautelar de Jorge Rangel, que pretendia recorrer ao processo no cargo. Pessoas ligadas a Rangel afirmam que ele vai recorrer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A respeito de Kellinho, uma outra ação cautelar nos mesmos moldes ainda será apreciada pelo TRE. Enquanto isso, os suplentes Neném (PTB) e Joilza Rangel (PSD) seguem na Camara.
Jorge Rangel foi o terceiro mais votado na última eleição para vereador em Campos, mas, assim como Kellinho, é acusado pelo Ministério Público Eleitoral de ter participado de um esquema de troca de Cheque Cidadão por votos. Na próxima segunda-feira acontece mais uma audiência na ação eleitoral em que Rangel é investigado. O deputado federal Paulo Feijó (PR) foi convocado como testemunha de Jorge Rangel para prestar depoimento no Fórum Maria Tereza Gusmão, em Campos. Conforme consta no processo, foi Feijó quem designou o melhor dia e horário para sua oitiva.