O vereador Igor Pereira (SD) se alia ao Ministério Público Estadual (MP-RJ) e também reforça as apurações sobre as suspeitas na compra dos kits alimentação pela Prefeitura de Campos. Nesta segunda-feira (08), Igor, que é o presidente da Comissão de Finanças e Orçamento no Legislativo, encaminhou ofício ao Ministério Público Estadual (MP), em que pede que seja disponibilizada ao seu gabinete a documentação que foi enviada pelo MPRJ ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal (Aqui) sobre a investigação dos indícios de superfaturamento nos preços na aquisição de produtos. (leia mais abaixo)
“Tenho alertado para possíveis irregularidades na compra de kits para os alunos da rede municipal. Estou cumprindo meu papel como fiscal do povo, denunciando aos órgãos competentes e cobrando esclarecimentos ao prefeito Rafael Diniz e sua equipe. A decretação de estado de calamidade pública não é um cheque em branco para a Prefeitura de Campos gastar dinheiro público de forma irresponsável”, analisou o vereador.
O vereador acrescenta que, no final de abril, apresentou na Câmara projeto de lei que cria uma comissão para acompanhar o uso de recursos repassados ao município para o combate ao coronavírus. “Este projeto está aguardando decisão do presidente da Casa para ser levado ao plenário, mas sua aprovação é urgente, especialmente agora, diante da confirmação do Ministério Público de que houve indícios de práticas criminosas na compra de kit de alimentação dos estudantes da rede municipal”. (leia mais abaixo)
DENUNCIA DE CORRUPÇÃO – Igor Pereira lamentou as denúncias. “Como campista, fico triste que a cidade esteja mais uma vez envolvida em denúncias de corrupção. Um município já afetado pela pandemia do coronavirus e pela queda dos royalties, a população agora é surpreendida com mais esta suspeita de superfaturamento”.
Igor protestou contra a base governista que impôs restrições aos demais vereadores neste período de pandemia. “Infelizmente, neste período de pandemia, quando as sessões da Câmara acontecem virtualmente, a base governista aprovou uma resolução que me impede de me pronunciar livremente sobre temas urgentes, além de apresentar requerimentos para que representantes do governo municipal prestem esclarecimentos à população”.
O vereador admite que a situação criou uma lei da mordaça. “Foi, sim, uma verdadeira lei da mordaça num momento em que os governantes precisam ter ainda mais responsabilidade com os gastos públicos. Mas confio na Justiça e no julgamento que a população fará sobre este fato”.
OUTRO VEREADOR SE MANIFESTA – Já o vereador Álvaro Oliveira (SD) também quer explicações sobre as suspeitas e fez outras denúncias contra o governo. O vereador disse que “essencialmente a entrega dos kits foi suspensa pela falta de pagamento à empresa que ganhou a licitação” e denunciou o que denominou de “farra das quentinhas” na sessão virtual do Legislativo na semana passada. “A Prefeitura acaba de publicar mais um contrato de quentinhas, desta vez de quase R$ 3 milhões para as UBS, sendo que muitas delas já fecharam e isso precisa ser esclarecido. Já são mais de R$ 17 milhões somente na Secretaria de Saúde, fora as quentinhas da Assistência Social. E vom um detalhe: desses R$ 17 milhões, mais de R$ 12 milhões estão na mão de uma única empresa”.
RELEMBRE O CASO AQUI: MPRJ encaminhou ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal cópia da documentação