Rodrigo Bacellar é o 5º presidente da Alerj a ser preso em operação

Bacellar é o quinto presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) a ser preso numa operação. O histórico de parlamentares que ocuparam o cargo mais alto da Casa e foram encarcerados traz ainda: Jorge Picciani, Paulo Melo, Sérgio Cabral e José Nader. (Leia mais abaixo)

Relembre os casos:

Jorge Picciani

O ex-deputado foi preso em novembro de 2017 pela PF durante a Operação Cadeia Velha. Ele era apontado na investigação como integrante de um esquema de propina em troca de decisões favoráveis ao setor de transportes. Junto a ele, eram alvo também Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB. Jorge Picciani morreu em 2021, enquanto tratava um câncer na bexiga.

Paulo Melo

A prisão de Paulo Melo também aconteceu durante a Operação Cadeia Velha, em 2017, junto a Picciani. Ele foi presidente da Alerj entre 2011 e 2013 e de 2013 a 2015. Em 2020, ele voltou a ser preso, dessa vez, durante a investigação Lava-Jato. As investigações apontavam desvios em contratos na área da saúde envolvendo organizações sociais e contaram com interceptação telefônica e quebras de sigilo telemático.

Sérgio Cabral

Cabral foi presidente da Alerj entre 1997 e 1999. Depois, de 1999 a 2001. Ele foi preso durante a Operação Lava-Jato, em 2016, e solto em 2022. O ex-governador era acusado de comandar uma organização criminosa que fraudava licitações e cobrava propina. Em depoimento ao juiz Sérgio Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, em 2019, ele admitiu a corrupção em seu governo. “Esse foi meu erro de postura, apego a poder, dinheiro… é um vício”, disse.

José Nader

Nader foi eleito presidente da Alerj entre 1991 e 1992 e de 1993 a 1994. Foi alvo da Polícia Federal em 2008, quando foi indiciado por peculato — quando um servidor público se apropria de bens públicos ou particulares — e formação de quadrilha. As acusações eram referentes ao período em que presidiu a assembleia, quando teria beneficiado a Consultoria Grupo Sim por meio de contratações sem licitação.

Rodrigo Bacellar

Bacellar foi preso na operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2025, acusado de vazar informações sigilosas para o então deputado TH Jóias na véspera da operação da qual ele era um dos alvos. Investigações da PF ainda apontaram que Bacellar orientou TH a fugir, eliminar provas, apagar todas as informações do aparelho celular e trocar de número. Numa das mensagens trocadas entre eles, TH se refere a Bacellar como “01” e informa seu novo número de telefone.