Greve: Atacadista de diesel de Campos analisa situação atual

“A greve dos caminhoneiros se transformou em um caos, não somente pelo movimento em si, mas por todos os insumos embutidos ao longo do tempo. E não se trata simplesmente do aumento do combustível, mas toda gama de impostos, aumento de alíquota, que era para ser provisório e nunca tem fim, entre outros”. A afirmação é de quem está sentindo de fato os reflexos da greve dos caminhoneiros e entende do assunto, a empresa atacadista de óleo diesel em Campos e região, Petrovera Derivados de Petróleo.

O proprietário da empresa atacadista, Luciano Noronha, explica que para empresa ainda não chegou nenhum comunicado oficial sobre as negociações do governo no que diz respeito a desconto no valor do combustível. Nem mesmo o sindicato em que participa também fez comunicação sobre o fato.

– A Petrobras anunciou que serão 15 dias para a redução de 10%. Mas essa redução é para as refinarias e não na bomba. Ou seja, o consumidor final não terá esse desconto integral na hora que for abastecer. A refinaria produz e vende para as distribuidoras e elas têm custo e quando vende para o atacadista, já vão esses custos calculados. A promessa é de que, após esses 15 dias, haverá nova negociação – explica o empresário do ramo.

Para Luciano Noronha, o que o governo vem oferecendo ainda é muito pouco, levando-se em consideração os altos valores dos diferentes impostos que não param de subir. “Há tempos que a gente vem pagando um preço alto e agora estourou de vez. O governo deveria abdicar de alguns impostos para amenizar a situação”, explica Luciano.

A Petrovera Derivados de Petróleo, de acordo com Luciano Noronha, sempre trabalhou com estoque de dois dias. Mas, como a greve já dura mais do que isso, existe uma demanda reprimida. Ou seja, o estoque já está muito baixo. A Petrovera distribui diesel para empresas de ônibus, usinas, hospitais, prefeituras, entre outros.