GNA I: o salto para a transformação da região no maior polo de energia do país

Segunda maior termelétrica do país, com 1.338 megawatts de capacidade instalada, a unidade da Gás Natural Açu (GNA), inaugurada na última quinta-feira, no Porto do Açu, em São João da Barra, se constitui no primeiro salto para a consolidação do Norte Fluminense como grande polo energético brasileiro. Nesta matéria especial, o Campos 24 Horas mostra como a termelétrica irá contribuir decisivamente para o desenvolvimento regional em sua vocação para oferta de energia. (leia mais abaixo)

A inauguração acontece justamente em meio a uma das piores crises energéticas do Brasil no século XXI, mas alguns dados concretos, objetivos e animadores, apontam para algo que a população tanto espera num momento de grave crise: a oferta de empregos e perspectivas de abertura de novas vagas a partir de outros empreendimentos no setor de energia como a UTE GNA II e a UTE GNA III também no Açu.  (leia mais abaixo)

Entre esses dados animadores, as obras da UTE GNA II que serão iniciadas em breve tem previsão de geração de mais 5 mil postos de trabalho, numa primeira etapa da sua construção, assim como a UTE GNA I empregou mais de 12 mil trabalhadores em diferentes fases do projeto, cuja construção teve início no ano de 2018.   

A construção da terceira unidade, a UTE GNA III, a ser erguida logo depois, transformará o Açu no maior parque termelétrico a gás natural da America Latina.  

 Mas a médio e longo prazo há também a previsão de instalação de novas 14 usinas termelétricas em Macaé, que já conta com duas UTE, a Mário Lago, às margens da Rodovia BR-101, e Marlim Azul, uma outra que está sendo construída no bairro do Horto, próximo à divisa com Rio das Ostras.  

Logo, não há como descartar as projeções de que o futuro da região como polo energético é ponto consensual entre especialistas.    

Outro aspecto extremamente positivo a ser destacado é que esta oferta de energia certamente possibilitará nossa região a atrair novas plantas industriais. O que irá seguramente proporcionar a geração de mais empregos e absorção de mão de obra para nosso povo.  

Vale ainda acrescentar que, de pronto, a instalação destas térmicas inclui no mesmo projeto a instalação de um Terminal de Regaseificação de GNL (Gás Natural Liquefeito) de 28 milhões de metros cúbicos/dia.  

Sem contar também que a capacidade instalação permitirá o desenvolvimento de novos projetos termelétricos dentro do Açu. É energia que chama energia.  

A expansão do complexo contempla ainda gasodutos terrestres e uma unidade de processamento de gás natural (UPGN), atualmente em fase de licenciamento. Ou seja, um empreendimento nos mesmos moldes do polo de processamento de gás de Cabiúnas, em Macaé.    

Ou seja, há indicadores que autorizam previsões otimistas para os próximos anos. O que se espera é que cada qual cumpra sua parte. O setor privado já tem feito a dele, retirando projetos da gaveta e materializando-os.  

Cabe agora ao poder público, em suas diferentes esferas, tornar-se parceiro com criação de condições facilitadoras com obras de infraestrutura e programas efetivos de capacitação de mão de obra. Para a felicidade geral de todos.