Garotinho: Nosso partido pode crescer de mãos dadas com o governo ou fora dele

Sexta-feira, 01 de fevereiro de 2013 (Foto: Arquivo)

Seu sentimento é que a bancada quer fazer parte do governo de Dilma e que vai trabalhar para isso, mas que, se isso não avançar, não hesitará em partir para oposição

Garotinho - ArquivoApós ser oficializado, por aclamação, como novo líder do PR na Câmara, o deputado Anthony Garotinho (RJ) prometeu nesta sexta-feira (01) que vai trabalhar para definir rapidamente rumo do partido: se fica com ou governo ou se passa para a oposição.

Garotinho disse que seu sentimento é que a bancada quer fazer parte do governo de Dilma Rousseff e que vai trabalhar para isso, mas que, se isso não avançar, não hesitará em partir para oposição.

“Vi que é o desejo da bancada ir para a base do governo. Vou me despir de qualquer vaidade e projeto pessoal para ir para o governo, mas não hesitarei se tivermos que ser oposição”, disse.

Ele evitou falar em ministério, mas tem dito que o partido merece o mesmo tratamento e espaço que os demais aliados. Garotinho afirmou que sua missão é aderir ao projeto político que faça o PR maior, já que o partido está sem direção. “Nosso partido pode crescer de mãos dadas com o governo ou fora dele. O que não podemos é ir para lugar nenhum”.

Garotinho vai comandar a quinta maior bancada da Câmara, com 37 parlamentares. Ele pregou a união e negou indiretamente que esteja na liderança para tentar viabilizar sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro em 2014.

“Jamais colocarei qualquer interesse pessoal quando esse interesse pessoal for diferente do interesse da maioria da bancada. Nós não somos 37 deputados, somos um voto. Vou trabalhar para evitar racha, divisão, ressentimento, não olhem para trás, se olhasse não estaria aqui como deputado federal.

O novo líder fez um agradecimento público ao deputado Valdemar Costa Neto (SP), secretário-geral do PR, que trabalhou para consolidar sua candidatura. “Se chegamos aqui, foi pelo braço forte, coragem e determinação de Valdemar Costa Neto”, disse.

Costa Neto trabalhou para que Garotinho não tivesse adversários. Convenceu o paranaense Fernando Giacobo, ligado a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil), e o deputado Laércio Oliveira (SE) para evitar a disputa no voto.

Interlocutores do Planalto, no entanto, reconhecem que a chegada de Garotinho a liderança causa preocupação. Um dos líderes da bancada evangélica, ele já complicou votações na Câmara e ameaçou convocar ministros para pressionar o governo a abrir mão de questões polêmicas, como o chamado kit-gay.