Criador do programa social dos restaurantes populares quando esteve à frente do Palácio Guanabara, o ex-governador Anthony Garotinho reconstituiu a história do Brasil desde a época do Império na inauguração do Restaurante do Povo, nesta sexta-feira (07), no Centro de Campos. A reabertura do equipamento foi possível através de uma parceria entre a prefeitura e o governo do Estado. (leia mais abaixo).
— A nossa vida foi toda ela dedicada ao povo. Não por acaso lembro sempre de um episódio histórico em nossa cidade que sempre foi dividida ao meio. No período da escravidão aqui houve fome, miséria e desigualdade. Quando a Princesa Isabel estava para assinar a Lei da Abolição, havia duas correntes. Uma queria que donos dos escravos recebessem indenização pelas mercadorias que tinham, os escravos. A outra liderada pelo campista José do Patrocínio pregava o seguinte: quem tinha que ser indenizado são os escravos pela exploração do trabalho. Ela assinou a lei, deixou todo mundo solto e os escravos foram para a periferia. A periferia de Campos é negra e pobre, a do Brasil é negra e pobre. Então, quando alguém te chamar de populista, governador, não se aborreça. Isso é programa de inclusão social o que o senhor e o prefeito Wladimir estão fazendo. Sempre fomos governados por uma elite histórica que nunca teve preocupação com com os pobres, povo. Mas veio um grupo popular que herdou o trabalhismo que vem de Vargas e seguindo pela história afora — discursou Garotinho. (leia mais abaixo).
O Restaurante do Povo, agora assim batizado, apenas mudou de nome e servirá 1.500 refeições por dia. “Assim como Campos, o Rio é cidade dividida. Quando inaugurei a política dos restaurantes populares diziam que eu era populista. Eu respondia que o maior populista da História foi Jesus Cristo porque o povo tinha fome e ele multiplicou pão e peixe para o povo comer”, lembrou.
O ex-governador lembrou que construiu 17 restaurantes populares para servir a população em lugares muito pobres e carentes, além de dezenas de outros programas sociais para as camadas mais carentes.
— Tenho certeza que pelo governo que o senhor está fazendo, vai ter oportunidade de abrir restaurantes em todo estado. Vai fazer um governo para a maior parte da população do Rio que está esquecida. Governador, o senhor está de parabéns. Ouvi seu discurso que prioriza combater o vírus e a fome. O homem publico hoje precisa ter na cabeça o seguinte: vacina no braço e comida no prato. Unidos podemos fazer muita coisa. Então, Wladimir, que vocês continuem unidos ao lado do governador Cláudio Castro, fazendo a boa política que tem que ser feita para o povo. Se não pudermos fazer tudo, precisamos fazer alguma coisa, não podemos ser omissos— declarou ainda Garotinho.