Garotinho concede entrevista antes de comício

domingo, 06 de julho de 2014   –    Foto: Saulo Garcez / Campos 24 Horas

Garotinho coletivaAntes do primeiro ato de campanha na tarde deste domingo(06) no bairro da Lapa, o candidato do PR ao Governo do Estado do Rio, o deputado Anthony Garotinho, concedeu uma entrevista  coletiva em sua casa. Garotinho fala sobre vários aspectos da campanha que começa hoje, avalia sua performance e comenta a aliança com a presidente Dilma. “Minha candidatura é um recomeço”, disse em um dos pontos da entrevista.

Confira alguns pontos da entrevista.

Qual vai ser o tom da campanha?
“Eu não vou fazer críticas pessoais durante a campanha. Vou apontar erros administrativos e fazer críticas políticas. No governo Cabral e Pezão, há muitos erros, muitas contradições. Alguém tem que apontar esses erros. Minha candidatura é um recomeço”.

Projetos e por que escolheu Campos para iniciar campanha?

“Campos é a cidade onde nasci e onde iniciei minha carreira política. Estar em Campos, é estar em casa.
Dentre os projetos que tenho, estão  reduzir o IPVA em 50% , a transformação dos presídios em Unidades Prisional de Trabalho, com a proposta de ocupar o tempo ocioso de todos os presidiários. Outra proposta é dar um choque na Educação do estado. Mais de 200 escolas da rede estadual foram fechadas no governo atual. Em razão disso, a rede pública estadual tem hoje 176 mil alunos a menos que no Governo de Rosinha. Quero ainda fazer com que policiais militares fiquem lotados no batalhão onde se formam, a fim de evitar que policiais do interior sejam transferidos para a capital. Outro projeto é a  criação de Batalhões de Defesa Social, unindo numa mesma unidade, além dos militares, a figura do defensor público, do assistente social e de diversos outros profissionais, criando uma polícia social.

Em Campos, os cuidados para não misturar a máquina(prefeitura) com a campanha?
“Nós não somos inexperientes. Temos muitos anos de vida pública. A prefeita Rosinha mandou um ofício a todos os secretários com várias recomendações. Uma delas foi de que não quer ninguém no horário de trabalho envolvido em campanha, muito menos viaturas oficiais envolvidas em campanha. Tomou todos os cuidados necessários que um administrador deve tomar”.

Rejeição e adversários com mais recursos financeiros
“Sei das adversidades que vamos encontrar, vai ser uma campanha em que nossos adversários têm muitos mais recursos do ponto de vista financeiro. Mas, vou com a força do povo. Havia uma parcela da população influenciada por informações de que eu não seria candidato. Ainda hoje recebi uma ligação de uma pessoa indagando se eu seria candidato.
Minha rejeição está num patamar normal, em torno de 26%. Se tomarmos como referência a rejeição, por exemplo, do Aécio Neves, é maior do quem a minha, mesmo ele não tendo sido presidente do país. Depois do massacre da mídia pelo qual já passei, de todas as dificuldades que enfrentei, o saldo é bastante positivo”.

Garotinho coletiva 2Expectativa de crescimento
“Existem 21 cidades que têm 10 milhões de eleitores somados. É nelas que vamos intensificar a campanha e trabalhar de forma mais efetiva. E é claro que vamos visitar todos os municípios do Estado”.

Tempo de TV
“Somente o tempo de Pezão é maior. Os espaços de tempo da nossa aliança, de Lindberg e de Crivella terão pouca diferença. Estou partindo do princípio de que, como estudioso de campanhas eleitorais, os partidos políticos nessa eleição atrapalham mais do que ajudam. Então, o tempo de televisão para os candidatos é como oferecer um brinde envenenado. Se o candidato não é um bom comunicador e a ele for dado muito tempo na TV, ele perde voto”.

Como vai defender a aliança com Dilma:
“Eu disse a presidente Dilma Rousseff e ao presidente do PRE, Rui Falcão, que eu não sou igual ao PMDB, que quer exclusividade. Eu quero reciprocidade. Se não houve isso, vamos tocar nossa campanha dando total apoio à ela.
A presidente em torno de 40% no Estado, ela lidera. O segundo lugar tem em torno de 15%, que é o senador Aécio Neves. Eu segui a decisão do meu partido, que foi de apoiar a presidente Dilma. Muitas pessoas do meu partido rejeitaram o Aécio Neves por causa da proximidade com o PMDB.
Em relação ao Eduardo Campos, nem pensar. Ele foi o líder contra o movimento contra os royalties no Rio de Janeiro”.

A votação Dilma no Rio?
“Vai depender do tom da campanha. Uma reeleição sempre é mais difícil. E ainda tem o problema econômico que o mundo está vivendo, que tem reflexo no Brasil. Não é um momento fácil. Vai haver um debate mais acalorado. Começo sentir que há alguns movimentos na internet que enfatizam questões pessoais. Enfim, as coisas que não contribuem para o debate”.