Fluminense busca um técnico estrangeiro para ocupar o lugar de Mano Menezes

Não é Fernando Diniz, tampouco Renato Gaúcho. Não há conversas com Dorival Júnior, nem sondagens a Tite. O Fluminense está em negociações com um treinador estrangeiro para empregá-lo na vaga de Mano Menezes, demitido no sábado.

As conversas iniciaram no domingo e estão sendo conduzidas por Mário Bittencourt. O nome não foi divulgado e é o próprio presidente quem conduz as tratativas. Os nomes especulados são o do argentino Jorge Sampaoli e o do português Luís Castro.

A intenção é ter no comando um treinador que tenha um bom modelo de jogo propositivo e que seja bom gestor de grupo. A primeira característica referendaria o nome do argentino. O segundo sustentaria a escolha pelo trabalho do português.

O Fluminense não tem bom retrospecto com treinadores estrangeiros. Os dois últimos, pelo menos, não ficaram no cargo por mais de 33 dias. Foi o tempo do argentino José Omar Pastoriza, em 1985, quatro vezes mais do que o uruguaio Hugo de Leon, que ficou por oito dias, em 1997.

Pastoriza, campeão da Libertadores e so Mundial Interclubes da Fifa, em 1984, chegou às Laranjeiras em junho de 1985, substituindo Roberto Pinto após a disputa do Brasileiro, mas não ficou mais do que duas semanas.

Dirigiu o time tricolor num amistoso com o Volta Redonda, mas pediu demissão antes mesmo da estreia na Libertadores, regressando ao Independiente queixando-se de falta de apoio dos dirigentes tricolores.

O Fluminense entregou o cargo a Nelsinho Rosa e acabou eliminado na fase de grupos. No entanto, foi com o técnico campeão estadual de 1980 que o time de Branco, Delei, Assis, Romerito e cia conquistou o tri carioca no final do ano.

Em 1997, De Leon dirigiu o time nas duas primeiras rodadas do Brasileiro. Foi goleado pelo Palmeiras de Felipão por 4 a 1, em São Paulo, e empatou em 1 a 1 com o Cruzeiro de Autuori, no Rio, sendo demitido com menos de dez dias de trabalho.

Fonte: Extra