Campos 24 Horas – O Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional, celebrado nesta terça-feira (13), é uma oportunidade de reconhecer o trabalho dos profissionais que atuam diretamente na recuperação dos pacientes, contribuindo para a retomada dos movimentos, da autonomia e das atividades do dia a dia. No Hospital Ferreira Machado (HFM), a atuação dessas equipes é fundamental em diferentes etapas do atendimento, desde a emergência até as unidades de terapia intensiva e as enfermarias.
A chefe do Serviço de Reabilitação do HFM, Ettes Martins, destaca que o trabalho vai muito além das técnicas e dos exercícios, envolvendo conhecimento científico, sensibilidade e dedicação ao cuidado integral de cada paciente. “Falar sobre fisioterapia hospitalar é devolver possibilidades, preservar capacidades, recuperar a autonomia e oferecer esperança, mesmo diante de cenários desafiadores. Por trás de cada paciente, existe uma história, uma família, sonhos e uma vida que precisa ser cuidada na sua integralidade”, ressaltou.
Segundo Ettes, a atuação dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais também se revela nas pequenas conquistas que, para quem acompanha de perto a recuperação, representam grandes vitórias. A retomada do primeiro movimento após um longo período de imobilidade, a recuperação da força e a possibilidade de voltar a realizar atividades simples, como escovar os dentes e pentear o cabelo sem ajuda, são exemplos desse processo.
“A gente está presente nos momentos de fragilidade, nos dias difíceis, nas lutas silenciosas e nas pequenas conquistas. Às vezes, quem vê de fora pode achar simples, mas sabemos quais são as verdadeiras vitórias, pois cada avanço é importante para nós. Juntas, a fisioterapia e a terapia ocupacional formam uma parceria essencial na reabilitação hospitalar”, afirmou.
A chefe do serviço também destacou o orgulho de acompanhar o trabalho dos profissionais que integram a equipe e reforçou a importância de aliar conhecimento, responsabilidade e acolhimento durante a assistência. “Tenho muito orgulho de cada profissional que veste a nossa camisa e chega ao hospital sabendo que vai encontrar desafios, mas também oportunidades de fazer a diferença. Reabilitar é muito mais do que recuperar movimentos ou habilidades. É devolver possibilidades, resgatar a autonomia, fortalecer a esperança e ajudar cada pessoa a reencontrar o seu caminho. É uma profissão feita de ciência, dedicação, trabalho e muito amor”, completou.
25 Anos de atuação na Terapia Intensiva - A fisioterapeuta Dafny Pires, que atua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta, também celebra a trajetória construída no HFM. Servidora pública de Campos há 25 anos, ela conta que o hospital foi seu primeiro emprego após a aprovação no concurso público e o local onde escolheu se especializar na área de terapia intensiva.
“É uma profissão na qual me realizo. Escolhi ainda muito nova e nunca tive dúvidas de que era isso que queria fazer, principalmente porque é uma profissão em que reabilitamos pessoas. Sou muito grata por estar aqui, pelas amizades que construí e por todo o conhecimento que adquiri ao longo desses anos. Apesar de toda a experiência, cada dia é um novo aprendizado”, destacou.
Durante a carreira no HFM, Dafny também trabalhou na emergência, experiência que lhe permitiu compreender as diferenças entre a assistência prestada no atendimento inicial ao trauma e o acompanhamento realizado na terapia intensiva.
Segundo ela, na emergência, o trabalho acontece em um cenário mais dinâmico, marcado pela chegada de pacientes vítimas de acidentes e pela necessidade de intervenções imediatas. Além de prestar assistência, os profissionais precisam lidar com a angústia dos familiares, que muitas vezes chegam ao hospital sem compreender a dimensão do ocorrido.
“Na emergência, a gente recebe o paciente logo no momento do trauma e também vê o sofrimento da família. Precisamos manter a calma, fazer o nosso trabalho e não deixar de sentir a dor do próximo, mas mantendo o equilíbrio para prestar a assistência necessária. É uma rotina mais intensa, porque a rotatividade é grande e, muitas vezes, o paciente é encaminhado para outro setor”, explicou.
Na UTI, o acompanhamento permite desenvolver um plano de tratamento mais contínuo e cuidadoso, considerando as necessidades específicas de cada paciente e a atuação integrada das diferentes especialidades. “Aqui, os pacientes já passaram por outras etapas do atendimento e contam com o acompanhamento de profissionais de diferentes especialidades. Conseguimos desenvolver o plano de tratamento de maneira mais cautelosa, acompanhando a evolução e trabalhando para recuperar a força, a capacidade respiratória e a independência”, acrescentou.
Crescimento da Fisioterapia no Hospital - A trajetória da fisioterapia no HFM também é marcada pela ampliação da equipe e pelo reconhecimento da importância da profissão na assistência hospitalar. A fisioterapeuta Lana Cristina Gomes Reis, que atualmente atua na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP), acompanhou parte desse processo ao longo de seus 26 anos de trabalho na unidade.
Ela relembra que o primeiro concurso foi realizado em 1996, e sua entrada, porém, ocorreu em 2000, período em que os profissionais começaram a apresentar a atuação da fisioterapia aos demais integrantes da equipe hospitalar, inicialmente com atendimentos nas enfermarias.
“Quando começamos, precisávamos nos apresentar aos profissionais e aos médicos, mostrando que era uma nova profissão que estava chegando ao hospital. Com o tempo, a demanda foi aumentando, surgiu a necessidade de ampliar a assistência na UTI e de organizar escalas para garantir o atendimento. A partir daí, o trabalho foi crescendo, porque também havia a necessidade de dar continuidade à reabilitação nas enfermarias”, recordou.
Para Lana, a expansão demonstra o quanto a fisioterapia se tornou importante dentro do ambiente hospitalar. Ela destaca que a atuação dos profissionais contribui tanto para a recuperação de pessoas com diferentes condições de saúde quanto para a promoção da saúde e a manutenção da qualidade de vida.
“A fisioterapia é importante em todas as etapas da vida, desde a gestação até a terceira idade. Podemos atuar no tratamento de doenças, na recuperação dos pacientes e também na promoção da saúde, ajudando a manter a qualidade de vida. Tenho muito orgulho de fazer parte dessa história e de acompanhar o crescimento da profissão dentro do HFM”, afirmou.
Após passar por diferentes setores do hospital, Lana escolheu permanecer na assistência às crianças, área em que atua atualmente. A experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas reforça, para ela, a importância de continuar aprendendo e contribuindo para a recuperação dos pacientes.