Firjan reitera posição contrária à MP da chamada "taxa das blusinhas"

Nota técnica da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o fim da taxa sobre o volume e o valor das compras internacionais de até US$ 50 pode colocar em risco 109 mil empregos


  • 1º/09/2026, 08h12, Foto: Divulgação.

Campos 24 Horas – A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) reitera sua posição contrária à Medida Provisória (MP) nº 1.357/2026, que reduz a zero o Imposto de Importação sobre remessas internacionais de até US$ 50 e reduz de 60% para 30% a alíquota aplicável à faixa de US$ 50 a US$ 3.000. A mudança amplia a assimetria concorrencial entre produtos importados e nacionais, colocando em desvantagem empresas brasileiras que produzem, empregam e recolhem tributos no país.

Nota técnica da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o fim da taxa sobre o volume e o valor das compras internacionais de até US$ 50 pode colocar em risco 109 mil empregos. No Rio de Janeiro, por exemplo, o Polo de Moda de Nova Friburgo é responsável por cerca de 35% da produção nacional de peças de lingerie, moda praia e fitness, e reúne aproximadamente 28 mil empregos diretos e indiretos. (Leia mais abaixo)

A Firjan considera preocupante que uma mudança com efeitos relevantes sobre a produção nacional, o emprego e a arrecadação sejam submetidos a uma janela de deliberação tão curta. Diante disso, defende a não conversão da MP 1.357/2026 em lei e a manutenção das alíquotas atualmente vigentes, de 20% para remessas de até US$ 50 e de 60% para a faixa de US$ 50 a US$ 3.000. Reforça, ainda, sua disposição em manter o diálogo com o Congresso Nacional e o Governo Federal em defesa da isonomia concorrencial e da competitividade da indústria brasileira.



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