Postado por Fabiano Venancio – O contribuinte campista pagou mais de R$ 411 milhões em impostos em 2022 (exatos R$ 411.430.180,45), segundo apurou a equipe do Campos 24 Horas, junto ao painel Impostômetro, instalado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Já no plano nacional, os brasileiros em geral pagaram, no ano passado, quase R$ 2,9 trilhões, exatamente a marca de R$ 2.890.489.835.290,32. Esse é o montante arrecadado aos governos federal, estadual e municipal incluindo taxas, contribuições, multas, juros e correção monetária. No ano de 2021, os contribuintes de Campos arcaram com um montante de impostos da ordem de R$ 369.028.984,58. O Campos 24 Horas mostra o que pensam os economistas Alcimar Chagas Ribeiro e Ulisses Ruiz de Gamboa a respeito do pesado sistema tributário brasileiro, apesar das desonerações promovidas pelo governo, como foi o caso dos combustíveis, energia elétrica e telecomunicações. (leia mais abaixo)
No mesmo ano, o Impostômetro registrou aproximadamente R$ 2,6 trilhões pagos pelo conjunto dos contribuintes brasileiros. O aumento entre um ano e outro, portanto, foi de 11,5%. (leia mais abaixo)
O painel traz também uma relação de países em que os impostos trazem mais bem estar à sociedade. O IRBES (Índice de Retornou e Bem Estar Social) é encabeçado pela Turquia, Estados Unidos, Suíça, Coréia do Sul, Austrália, Japão, Canadá, Israel, Reino Unido, Nova Zelândia, Noruega e Uruguai. O Brasil fica na 30ª posição “com imposto demais e retorno de menos”. (leia mais abaixo)
O estudo é de 2018, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, com base em dados da OCDE (Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico). (leia mais abaixo)
CARGA PESADA – Para o professor Alcimar Chagas Ribeiro, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), “o sistema tributário brasileiro continua pesado e complexo”. Por outro lado, avalia Alcimar, o Estado brasileiro é ineficiente quando se trata da contrapartida para recompensar o contribuinte. (leia mais abaixo)
“São muitos impostos e taxas, além de outras contribuições e penduricalhos em efeito cascata. O sistema é tão complicado que muitas empresas contratam consultorias para não cometer erros e serem penalizadas. Some-se aí também o problema da corrupção”, analisa o economista. (leia mais abaixo)
Ainda segundo Alcimar Chagas, há outros países onde o contribuinte também enfrenta uma elevada carga tributária, mas com o retorno é diferente do tratamento dispensado no Brasil aos contribuintes. (leia mais abaixo)
SEM CONTRAPARTIDA – “Em outros países mais adiantados você tem educação, saúde e outros serviços. Aqui se gasta uma fortuna com planos de saúde porque o atendimento na rede pública é deficiente. Da mesma forma não há transporte de qualidade ano após ano. E não melhora. Se pagássemos impostos e tivéssemos o devido retorno, tudo bem. Mas não há essa contrapartida”, acrescentou. (leia mais abaixo)
O economista concorda que a reforma tributária precisa contemplar uma melhor fatia para os municípios na divisão do bolo tributário. (leia mais abaixo)
“É nas cidades onde moram e vivem as pessoas, mas é também necessário que as pessoas se organizem para que os recursos sejam bem empregados em prol da coletividade. Sem essa capacidade de organização para exercer um controle social sobre os recursos municipais, vai continuar tudo na mesma situação”, pondera. (leia mais abaixo)
Atualmente, 70% dos recursos arrecadados com impostos estão nas mãos da União, e 30% nos estados e municípios para suprir as demandas dos seus cidadãos. (leia mais abaixo)
EVOLUÇÃO – De acordo com a avaliação de Ulisses Ruiz de Gamboa, economista do Instituto Gastão Vidigal (da ACSP), o avanço das cifras tributárias em 2022 deu-se pela maior arrecadação de tributos federais, apesar das desonerações promovidas pelo governo, como foi o caso dos combustíveis, energia elétrica e telecomunicações. (leia mais abaixo)
“Adicionalmente, ainda, tivemos inflação em níveis elevados, o que encarece produtos e serviços”, pontua o especialista. (leia mais abaixo)
CONTENÇÃO DE GASTOS – Ruiz de Gamboa defende a realização de reformas estruturais para reduzir o peso dos impostos. “A nossa carga tributária continua sendo elevada para os padrões de um país emergente. A reforma administrativa e a contenção dos gastos públicos são alguns dos caminhos para diminuir o peso dos impostos”, sugere o economista.