
01/11/2016 20h17 | Foto-montagem: O Diário

A ex-secretária municipal de Desenvolvimento Humano e Social, Ana Alice Alvarenga Ribeiro Gomes, deixará a prisão nas próximas horas, visto que seus advogados conseguiram um habeas corpus no Tribunal Superior Eleitoral(TSE). Ela teve prisão decretada por ser uma das suspeitas de envolvimento em fraudes no programa Cheque Cidadão para obtenção de votos. A ex-secretária chegou a ser presa, no mês passado. Após o prazo de prisão provisória, foi colocada em liberdade. Ocorre que, a Justiça voltou a decretar sua prisão e ela só foi localizada pela Policia Federal na manhã de ontem, em um hotel em Copacabana, no Rio, ocasião em que também foram presas a vereadora eleita Linda Mara Silva e a radialista Beth Megafone, suspeitas das mesmas fraudes( AQUI).
O Habeas Corpus foi concedido pela ministra do Tribunal Superior Eleitoral, Luciana Lóssio. Na decisão, a Ministra estendeu o Habeas Corpus concedido aos vereadores Ozéias Martins e Miguelito a ex-secretária e também a ex-coordenadora do programa Cheque Cidadão, Gisele Koch.
Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Ana Alice e Linda Mara chegaram, no início da noite desta terça-feira, ao presídio feminino Nilza da Silva Santos, no bairro do Caju, em Campos. Ainda não foi informado se Ana Alice será colocada em liberdade na noite de hoje.
RELEMBRE
A Polícia Federal investiga 39 pessoas suspeitas, 11 das quais vereadores eleitos, de envolvimento em fraudes no programa Cheque Cidadão. A secretária de Desenvolvimento Humano e Social, Ana Alice Alvarenga, a gerente de Divisão do Programa Cheque Cidadão, Giselle Koch, e os vereadores Ozéias e Miguelito tiveram prisão temporária decretada e foram presos nas primeiras ações da Federal. Ozéias e Miguelito, contudo, ganharam liberdade nos últimas dias, visto que conseguiram um habeas corpus no Tribunal Superior Eleitoral(TSE/Brasília). Já o vereador Kelinho, outro suspeito com prisão temporária decretada, encontra-se preso.
Outras pessoas foram presas temporariamente ou conduzidas coercitivamente. De acordo com a Polícia Federal, estas pessoas atuavam como lideranças comunitárias e serviam como ‘ponte’ entre candidatos a vereador e eleitores de suas localidades e bairros.
Suspeitas da mesma fraude, a vereadora eleita Linda Mara, a secretária de Desenvolvimento Humano e Social, Ana Alice, e a radialista Beth Megafone também tiveram prisão temporária decretada na semana passada.