Adolescentes suspeitos de estupro em colégio são transferidos para o Degase

Atualizada em 25/07 às 07h52 – A 1ª Vara Criminal de Bom Jesus de Itabapoana, no Noroeste Fluminense, decretou, nesta segunda-feira, a internação provisória de cinco menores acusados de participar de um estupro coletivo numa escola pública local. Segundo as investigações, uma adolescente de 13 anos foi abusada sexualmente por 14 jovens na quadra do Colégio Estadual Padre Mello.

Um jovem apontado pela vítima como o próprio namorado também participou do crime e foi apreendido nesta segunda.

A decisão da Justiça de internar os menores envolvidos será encaminhada ao Ministério Público do Rio que analisará se cabe recurso. O processo corre em segredo de justiça. Ainda nesta semana, segundo o Tribunal de Justiça, começará a fase de instrução probatória, que consiste na demonstração da verdade dos fatos afirmados pelas partes.

Se comprovada a participação dos adolescentes, a pena pode chegar a três anos em casa de acolhimento para menores. A adolescente vai passar por tratamento médico e psicológico e é acompanhada pelo Conselho Tutelar. Com informações do jornal Extra.

DIRETOR AFASTADO

A secretaria de Estado de Educação afastou, nesta sexta-feira (21), o diretor do Colégio Estadual Padre Mello, em Bom Jesus do Itabapoana,  e abriu sindicância para apurar como ocorreu o estupro da aluna de 13 anos.  A Polícia  foi informada pelo Conselho Tutelar após denúncia de uma amiga da vítima.

O pai da vítima afirmou  que a filha alegou que não queria realizar o ato e que não contou antes por medo.

O CASO

A Polícia Civil de Bom Jesus do Itabapoana investiga um caso de estupro coletivo, no qual 15 estudantes teriam cometido violência sexual contra uma menina de 13 anos dentro de uma escola estadual da cidade.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Bruno Cleuder, o crime foi praticado cinco vezes em um período de dois meses, em maio e junho deste ano. O caso foi denunciado na última segunda-feira (17) por uma conselheira tutelar, que teria tomado conhecimento do caso através de uma aluna.

A direção da escola e o Conselho Tutelar estão acompanhando o caso junto à Polícia Civil.

Algumas pessoas já foram ouvidas na 144ª DP do município.