sexta-feira, 17 de abril de 2015 – Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas
Na tarde desta sexta-feira(17), estudantes da Escola Técnica Estadual João Barceços Martins realizaram mais um protesto em Campos. Usando apitos, faixas e narizes de palhaços, pelo menos 50 estudantes percorreram a ciclovia da Avenida 28 de Março nesta tarde para protestar contra o corte de 80% dos professores contratados pela Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec). No início da semana, estudantes do Isepam também realizaram um ato pelo mesmo motivo.
O corte foi anunciado na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) pelo diretor de Ensino Superior da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), Fernando Mota.
De acordo com a presidente do Grêmio Estudantil, Isis Mota, além da falta de professores, e a instituição está com a estrutura precária e também há falta de alimentação para os alunos.
“Estamos sem professores. A situação está crítica desde do mês de Outubro de 2014, quando começou a faltar professores. O Governo do Rio está cortando gastos. Estamos sem merenda na escola. Hoje nós almoçamos e não tinha nada para beber. Não há cadeiras para podermos estudar. As portas estão caindo. A estrutura física da escola está muito precária. A falta de repasse de
verbas está prejudicando muito a instituição. Se os contratados forem dispensados, o Isepam vai fechar as portas. Queremos estudar, nos formar e conquistar nossos direitos”, desabafou.
Protesto também no Isepam
O último protesto aconteceu diante da instituição, no início da noite de terça-feira(14), por volta das 19h. Na ocasião, alunos e professores bloquearam a Avenida 28 de Março por aproximadamente uma hora e meia.
Um dos manifestantes afirmou que 100% dos professores do curso de Educação no Campo são contratados. Já no curso de graduação em Pedagogia, apenas dois dos professores são concursados. “O mesmo acontece na Educação Infantil e no Ensino Fundamental. Com as demissões, a qualidade do ensino, que já é crítica, vai ficar ainda pior”.
Problema antigo: Com a falta de professores, pais de alunos protestaram em fevereiro
Pais e alunos do ISEPAM protestaram diante da instituição na manhã de quarta-feira (25) de fevereiro. Na época, a escola não tinha previsão para volta às aulas devido a falta de 45 professores.
De acordo com os manifestantes, a escola estava sem gás e sem telefone. Não havia comida para os alunos e cerca de 11 turmas estavam sem professores. “Nossas crianças estão em casa, sem estudar e a escola não tem previsão de mandar professores. A escola está uma vergonha”, disse S.G., de 53 anos, que tem três netos inscritos na instituição.
Procurado pela equipe do Campos 24 Horas, o diretor geral da instituição, Gustavo Chagas, informou que a queixa dos pais não procede. “Estamos com carência de nove professores, do 1º ao 5º ano. Já enviamos um pedido à Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), mas não temos previsão para cobrir a carência de professores”, disse o diretor.
Em relação a falta de comida, o diretor informa que aguarda reposição do cilindro gás e, por isso a, alimentação foi suspensa. “Água nós temos, mas a alimentação foi suspensa. Estamos aguardando a reposição do gás”, finalizou.
