quarta-feira, 7 de novembro de 2012 (Foto: arq.)
Município continua com ações para amenizar os efeitos da seca. Equipes identificam os pontos onde poderão ser colocadas réguas de medição dos níveis dos canais
Atenta às questões da seca que, ainda, afeta o município de Campos, a Secretaria de Agricultura e Pesca continua intensificando as ações para minimizar os efeitos da maior estiagem dos últimos 30 anos. O secretário, Eduardo Alves, informou que nesta quinta-feira (07), como representante da Câmara Técnica de Recursos Hídricos do Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Paraíba, fará uma visita de campo na Baixada Campista para fazer um diagnóstico dos níveis dos canais primários. Essa visita terá participação de representantes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Eduardo explicou que a equipe estará identificando os pontos onde poderão ser colocadas réguas de medição dos níveis dos canais. “Esse trabalho tem a finalidade de uma avaliação mais precisa do comportamento da elevação e diminuição dos níveis dos canais ao longo do ano, e sempre solicitando ao Inea a abertura e fechamento de comportas para evitar alagamentos e manter os níveis dos canais adequados, respectivamente”, explicou o secretário, informando ainda que o monitoramento será feito ao longo dos meses, de acordo com a precipitação pluviométrica.
De acordo com Eduardo, a secretaria já vinha realizando ações prevendo um período chuvoso que acabou não acontecendo. Segundo ele, os canais secundários e os bebedouros da Baixada Campista foram limpos no inverno. “Este foi um trabalho preventivo para que os animais pudessem beber água, mas a chuva não veio”, comentou.
Já na Região Norte do município, também durante o inverno, a secretaria realizou limpeza de valas e bebedouros, além de apoiar o plantio de milho, objetivando a implantação de silos para atender a demanda de alimentos aos animais. “Como um todo, estamos realizando orientações técnicas nas propriedades rurais como forma a implantar o pastejo rotacionado e irrigado para manter a alimentação saudável da pecuária de corte e de leite”, disse.
O secretário ressaltou que, nos últimos dois anos, a região sofreu um déficit hídrico e que se agravou em 2012, contribuindo para o rebaixamento do lençol freático dos canais, assim como o nível do Rio Paraíba do Sul.
Segundo o secretário de Agricultura, a secretaria está atenta as possíveis transposições do Rio Paraíba do Sul a na altura de alguns municípios fluminenses para gerar energia. “A água que viria para cá estaria seguindo outros percursos, o que estaria dificultando ainda mais a adução do rio para os canais”.