Envolvidos em cilada que matou motoboy são condenados pela Justiça

Os acusados de envolvimento na morte do motoboy Diego Barros Pereira, de 24 anos, foram condenados pela Justiça. Uerique de Souza Bastos, de 27 anos, foi condenado a 20 anos de prisão, Edivan Gomes Viana, de 33 anos, foi condenado a 8 anos e Anderson da Conceição de Souza, de 26 anos, condenado a 14 anos de prisão, todos em regime fechado. Uma mulher que também teria envolvimento no caso ainda será julgada. O crime aconteceu em novembro de 2017 e as investigações foram realizadas elos policiais civis José Mesquita e Paulo Moreira. (leia mais abaixo)

RELEMBRE O CASO
Segundo informações de familiares, Diego saiu de casa na tarde do dia 21 de novembro para trabalhar e não retornou. Segundo fontes da polícia, desde o início tudo apontado para um caso passional, visto que as informações de pessoas ligadas a vítima davam com de que  um encontro havia sido marcado com uma jovem no distrito de Goitacazes.

INÍCIO – Um encontro foi marcado entre a suspeita Layla e a vítima, numa praça de Goytacazes, bairro onde ela reside. De lá os dois foram, na moto da vítima, para uma casa na Baixada, com a intenção de ficarem mais à vontade. No entanto, na casa já estavam U.S.B. e dois outros rapazes. Em seguida, confessa a suspeita, chegaram outros dois homens, cada um em um veículo, que sequestraram o motoboy e o levaram, segundo ela, para um local ignorado.

No dia seguinte Layla viajou para São Paulo, ficando durante esses dias na casa de um tio que, essa semana, a mandou de volta a Campos. A suspeita chegou à cidade nesta quarta-feira (06) de madrugada e, ao invés de ir para Goytacazes, foi para casa de um ex-namorado, no distrito de Ururaí, onde os policiais a encontraram nesta mesma quarta-feira de manhã.

Os proprietários da casa da Baixada para onde a vítima foi atraída, e o da casa de Ururaí, onde Layla foi encontrada após chegar de São Paulo, também foram conduzidos à 134ª DP para prestar depoimento. Em seguida eles foram liberados. A Polícia agora procura o paradeiro de U.S.B. e de outros envolvidos no caso.

MOTOBOY FOI AMARRADO – Layla contou que não aguentou ver Diego amarrado e pedindo para ir embora e um dos homens – ela diz não conhecer – pegou o carro Corsa Sedan, de cor prata, e a deixou na Praça da paz, em Goitacazes, acrescentando que não sabe o que teria acontecido após sair do local.

Em seguida, a PM seguiu para a Rua Menino Valdemar Machado, no Parque Bela Vista para prender o acusado U. e A., porém não foram encontrados. Posteriormente, os policiais seguiram para a casa E.G.V., onde o suspeito não estava, mas logo após compareceu ao local, onde também foi encontrado o veículo.

A polícia também apurou que parentes da jovem suspeita, que são moradores de Goitacazes, tomaram conhecimento na semana passada que ela tinha envolvimento com o crime. A partir daí, passaram a procurá-la e conseguiram contato. Por telefone, ela informou que estava em São Paulo, pois temia que a polícia descobrisse o que ocorreu.

A suspeita teria acatado a sugestão dos parentes para retornar a Campos, marcando um encontro no Shopping Estrada. Contudo, a suspeita preferiu não conversar com os parentes e um advogado que foi contratado para apresentá-la à polícia, e foi para a casa do ex-marido, na localidade da Tapera, onde foi presa na tarde desta quarta-feira.

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