Petista de carteirinha há 30 anos, a ex-vereadora, líder classista e representante do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Odisséia Carvalho assumiu a liderança dos últimos atos dos servidores da área de Educação de Campos, que estão em greve por reajuste salarial. Na tarde de ontem, Odisseia empunhou um microfone diante da Secretaria Municipal de Educação e falou aos manifestantes sobre a pauta de reivindicações da categoria.
Odisseia afirmou ao Campos 24 Horas que continua com a mesma ideologia partidária. Ela não fala abertamente sobre uma possível candidatura à Câmara de Vereadores, mas sua postura nos atos dos servidores municipais é um indicativo de que pode ter a intenção de voltar ao Legislativo.
Odisseia adiantou que haverá uma greve de ocupação em Campos. Já no campo partidário, classificou como “perseguição” a situação de Lula. “O ex-presidente está sofrendo uma perseguição política”, disse, acrescentando ainda não ter dúvidas de que se ele estivesse solto, “estaria governando o país”.
GREVE DE OCUPAÇÃO
A partir de terça-feira (28), os professores da rede municipal de ensino de Campos começam uma greve de ocupação e suspensão de aulas em meio período. Assim, caso a unidade tenha carga de 8h/aula, por exemplo, somente haverá 4h/aula e o restante da carga, os profissionais estarão dentro das unidades para conscientizar a população sobre a importância da greve. A informação foi passada por Odisséia Carvalho ao Campos 24 Horas.
Ela não poupa críticas aos governos municipal, estadual e federal quanto à Educação, além de outros setores, como Saúde, Segurança, entre outros.
Odisséia afirma que a greve com ocupação serve, tanto para escolas quanto para creches da rede. Ela explica que o movimento de greve começou dia 15 deste mês e que existe diálogo do poder público com a Educação, mas não há avanço com ações concretas. A greve se estenderá até o dia 6 do próximo mês, quando será realizada assembleia de avaliação.
– Em Campos a gente briga não só pelo reajuste de 12%, mas também por melhores condições de trabalho, como falta de porteiros nas unidades, o que provoca insegurança, falta de papel, diário, fraldas nas creches, ventiladores e muito mais. No Estado é a questão do reajuste que estamos esperando há quatro anos, além também das péssimas condições como falta de equipe pedagógica inspetores de alunos e outros. Na esfera federal é outro problema grave, porque temos um presidente que não governa para a maioria da população – critica.