Com aspecto um tanto envelhecido pelo tempo e os seis anos na prisão, o ex-governador Sérgio Cabral rompeu o silêncio numa entrevista neste domingo(05), na TV CNT, ao programa Jogo do Poder, apresentado pelo jornalista Ricardo Bruno. Na entrevista, Cabral nega ter negociado contratos com sobrepreços no governo estadual, mas admite ter levado vantagens com esquemas de caixa dois nas suas campanhas e de seus aliados. “Não estou afirmando que caixa dois seja certo, mas é algo comum na política brasileira”, disse. O site Campos 24 Horas mostra outros trechos da entrevista. (Leia abaixo)
Na parte final do programa, o ex-governador foi instado a responder algumas perguntas do apresentador, assim como tecer comentários sobre personagens da política e da justiça brasileira. Sobre o ex-juiz Sérgio Moro, Cabral afirmou que se trata de um “antidemocrata disfarçado”. (leia mais abaixo)
Sobre Eduardo Paes, disse ser um “prefeito trabalhador”. Disse que o ex-governador Luiz Fernando Pezão, seu sucessor, “foi uma escolha errada” e que o governador Cláudio Castro foi uma escolha acertada do povo do Estado do Rio de Janeiro. (leia mais abaixo)
Quanto a alguns outros desafetos como o ex-governador Anthony Garotinho e o juiz Marcelo Bretas, optou por não responder. “Prefiro não comentar”. (leia mais abaixo)
O ex-governador negou que tivesse superfaturado obras no Rio de Janeiro em troca de propinas e atos corruptivos pelos quais foi denunciado e condenado. “Eu nunca superfaturei. Quero dizer aqui para as câmeras diante de Deus, de você e minha família que eu nunca superfaturei. Os próprios delatores da Odebrecht, da Andrade Gutierrez, da Carioca Engenharia, quem resolveu falar nunca disse que eu superfaturei”. (leia mais abaixo)
O ex-governador foi condenado em mais de 20 processos por diferentes crimes—incluindo corrupção e caixa dois—e suas penas somam quase 400 anos de prisão, mas em todos os casos ainda cabe a possibilidade de recurso. (leia mais abaixo)
Nada foi abordado quanto aos bens de Cabral que estavam bloqueados como a mansão em Mangarativa e denúncias de contas no exterior.