O inglês está em todo lugar, é a língua que domina o mundo dos negócios e do business, basta observar algumas palavras que fazem parte do dia a dia, como delivery, drive-thru, tablet, hangout, check-in, pen drive, feedback, e agora, o tão famoso home office. Isso é um reflexo da globalização mundial, em que metade da população no mundo hoje é considerada fluente no inglês. O Brasil, porém, conta com uma pequena fatia nessa porcentagem, com apenas 3% da população fluente no idioma, segundo pesquisa da Catho. Mesmo que exista uma alta em relação às escolas do gênero, o Brasil ainda está atrás quando se fala em fluência na língua inglesa. (leia mais abaixo)
Isso porque nos cursos de inglês disponíveis no mercado, o aprendizado se dá a partir de estruturas gramaticais e do vocabulário da língua inglesa, diferentemente do método aplicado por escolas de ensino bilíngue. Nessas instituições, o inglês ultrapassa as barreiras da sala de aula, resultando num ensino significativo e envolvente, afinal de contas, uma criança não aprende português com os seus pais ensinando regras gramaticais, mas sim ouvindo o que eles dizem e, posteriormente, repetindo. Num segundo momento, respondendo a simples perguntas, e num terceiro, perguntando. No aprendizado de inglês, esse processo acontece da mesma forma, a diferença é que uma escola bilíngue de qualidade permite que ao longo do dia a criança tenha um vasto leque de oportunidades para praticar o que aprendeu, algo que uma aula de inglês conteudista e com foco gramatical não oferece.
É importante citar que muitas escolas se autointitulam bilíngues, oferecendo apenas uma, duas ou três aulas por semana, o que certamente custará caro e não proporcionará uma imersão na língua.
Outro ponto importante é a qualificação dos professores, já que é sabido que o índice de proficiência no inglês entre os brasileiros é baixíssimo. É válido observar se a instituição oferece treinamento adequado aos seus professores e se estes possuem graduação na língua inglesa e são pedagogos.
Muitos pais carregam preocupações em relação à aprendizagem de dois idiomas ao mesmo tempo, por acharem que o método irá confundir a cabeça da criança. Tal pensamento é equivocado, pois ao longo dessa expansão linguística, a criança passa a fazer uso do code-switching, misturando as duas línguas naturalmente. É nesse momento que os pais devem celebrar e estimulá-las ainda mais, sugerindo músicas, leituras e jogos em inglês, confiantes na grande facilidade de assimilação de conteúdo que uma criança tem.
As pesquisas científicas evoluíram muito com os avanços tecnológicos, afirmando agora através da neurociência o que os professores bilíngues já haviam constatado: o fato de que a criança tem uma imensa facilidade em aprender os sons de uma língua estrangeira desde os primeiros meses de vida. O aprender é algo intrínseco à criança, ela demonstra uma grande facilidade para novas aprendizagens, uma vez que se encontra num período de grande plasticidade cerebral. Dados demonstram ainda que as crianças bilíngues apresentam melhor rendimento nas demais matérias escolares do que as crianças monolíngues.
Quanto mais cedo a criança for exposta a outras línguas, mais facilidade ela terá para aprendê-las, sendo ideal optar pela escola bilíngue logo na Educação Infantil ou até mesmo antes.
A fluência no inglês é uma aptidão capaz de propiciar maior autoestima e desenvoltura, além de ampliar substancialmente os horizontes culturais do indivíduo, através de viagens ao exterior e de acesso a conteúdos não legendados na internet/tv a cabo, sem falar no privilégio de poder ler livros originais, muitos deles ainda não traduzidos. Portanto, a aprendizagem bilíngue ajuda a desenvolver um poderoso periscópio para melhores interações com o mundo ao seu redor, cada vez mais competitivo, complexo e volátil, principalmente em relação ao mercado de trabalho.
Fonte: TERRA