Dando continuidade a parceria estabelecida durante a realização da 1ª Feira dos Povos de Campos, na tarde desta terça-feira (11), a Superintendência municipal de Igualdade Racial (Supir) realizou um “Café Colaborativo” com as artesãs e artesãos expositores para fazer um balanço de atividades durante o evento e para dialogar sobre parcerias futuras. De acordo com a superintendente de Igualdade Racial, Lucia Talabi, o encontro foi o primeiro de muitos previstos para a consolidação da Feira dos Povos de Campos no calendário cultural do município.
— A Feira foi um encontro das culturas de Campos, uma comunhão entre os povos. Tanto que queremos dar continuidade, entrosando essas pessoas para que permaneçam unidos para futuros encontros, na participação de outros eventos. Existente uma mentalidade de autonomia, de emancipação, logo, já estamos buscando entendimentos para apoiá-los a se tornarem empreendedores. Durante muitos anos, Campos viveu uma cultura de dependência da prefeitura, mas estamos num outro tempo, onde as pessoas podem se manifestar livremente através de sua arte, valorizando suas raízes — conta a superintendente.
Entusiasta do artesanato sustentável, a artesã Vera Vasconcelos diz que a realização da Feira dos Povos de Campos foi uma bela iniciativa. “Estamos reciclando para proteger o ambiente, tudo que vai para o lixo vira arte. Foi uma valorização dos artistas de Campos, onde todos nós pudemos mostrar nossos trabalhos”, conta.
Trabalhando com cultura de forma voluntária em na Escola Municipal Wilson Batista, em Parque Guarus, a artesã Crisraquel Marcolino explica que a união fez toda a diferença.
— Achei maravilhoso porque pude mostrar aos meus alunos a importância de valorizarmos a nossa cultura, livre de estigmas impostos pela sociedade. Juntos podemos fazer muito mais, por isso estamos reunidos aqui hoje — afirma.
Fonte: Comunicação PMCG