Encontro de educação permanente fortalece atuação de profissionais da Rede de Atenção Psicossocial de Campos


  • 21/08/2026, 08h31, Foto: Divulgação .

Campos 24 Horas - Profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Campos participaram, nesta quinta-feira (20), de um encontro de educação permanente em saúde promovido pelo Programa de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Realizado no auditório do Conselho Municipal de Saúde, o encontro teve como objetivo fortalecer as equipes, promover a reflexão sobre as práticas desenvolvidas no cotidiano dos serviços e ampliar a construção coletiva de estratégias de cuidado em saúde mental.

A atividade marcou o primeiro encontro de uma sequência temática voltada ao fortalecimento das equipes técnicas que atuam na RAPS. A proposta é criar espaços permanentes de diálogo e reflexão sobre o trabalho desenvolvido na rede, considerando as experiências dos próprios profissionais e os desafios encontrados no dia a dia da assistência. (Leia mais abaixo)

De acordo com a coordenadora de Saúde Mental, Gabriella Bandeira, a educação permanente é uma ferramenta importante para qualificar as práticas de cuidado e deve fazer parte do planejamento da gestão em saúde. “Esse espaço serve para que possamos discutir e refletir sobre as nossas práticas dentro do ambiente de trabalho e de cuidado, buscando formas cada vez mais eficazes de atuação e tendo sempre o sujeito como centro desse processo. Também é uma responsabilidade da gestão planejar e ofertar esses momentos, fortalecendo a integração da rede e o trabalho desenvolvido pelos profissionais”, destacou Gabriella.

Segundo a coordenadora, o encontro integra uma sequência de atividades pensada para fortalecer as equipes técnicas e, posteriormente, ampliar a articulação da RAPS com outros setores da rede de atenção. “No âmbito da RAPS, o trabalho precisa se transformar em uma prática de cuidado e, para isso, precisamos de espaços que fortaleçam nossas potencialidades e possibilidades de desenvolver um trabalho cada vez mais humanizado e com uma perspectiva verdadeiramente antimanicomial”, explicou.

Durante o encontro, também foi realizada uma retomada sobre o papel dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e sobre os sentidos que orientam a atuação desses serviços dentro da política de atenção psicossocial. A programação foi construída a partir das demandas apresentadas pelos próprios profissionais, equipes e coordenações.

A supervisora clínico-institucional, Jhayana Couto, explicou que a metodologia buscou valorizar os conhecimentos e experiências que os profissionais já possuem, além de estimular a identificação de aspectos do cotidiano que podem ser transformados. “Começamos o encontro considerando aquilo que os próprios profissionais já trazem de suas experiências de atuação. Fizemos um registro, sem necessidade de identificação, sobre o que cada um estava trazendo para aquele espaço e o que desejava transformar. Surgiram respostas muito interessantes, que muitas vezes não conseguem aparecer no cotidiano devido à sobrecarga de demandas do trabalho”, afirmou.

Para Jhayana, momentos como esse são fundamentais para que os trabalhadores reconheçam suas potencialidades e construam, de forma coletiva, novas possibilidades de atuação. “Muitas vezes, por conta da sobrecarga do cotidiano, não conseguimos reconhecer o quanto temos de potência para trabalhar e criar um trabalho vivo, que seja verdadeiramente uma tradução de cuidado. Espaços como esse fortalecem, em todos os sentidos, a troca e a construção coletiva, que é como as coisas devem caminhar dentro da atenção psicossocial”, ressaltou. (Leia mais abaixo)



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