Encerrado resgate por hoje: oito meninos já foram retirados da gruta

Mais três garotos foram retirados da gruta de Tham Luang, na Tailândia, nesta segunda-feira (9), afirmam testemunhas segundo a CNN e Reuters, mas a informação não foi confirmada oficialmente. Nesta altura permanecem no interior quatro rapazes e o professor.

Os primeiros quatro meninos foram resgatados no domingo (8) e estão em bom estado de saúde, de acordo com as autoridades. Nesta segunda-feira (9), após o recomeço da operação de resgate, mais um jovem conseguiu ser retirado do local, onde estão presos desde o dia 23 de junho.

Não houve nenhuma informação imediata sobre o estado do quinto, sexta, sétimo e oitavo meninos resgatados.

Segundo o G1, a missão desta segunda é trazer ao menos dois adolescentes, seguindo as etapas antecipadas por autoridades no final de semana. É possível, no entanto, que a equipe escolte 4 jovens de volta, com base no sucesso da operação até o momento.

Ainda segundo o ao vivo do G1, está começando a anoitecer na Tailândia.

– Veja a cronologia dos fatos

história dos 12 meninos e seu técnico de futebol, que ficaram nove dias desaparecidos numa caverna na Tailândia, virou um drama que está sendo acompanhado em todo o mundo. Um resgatista morreu ao tentar ajudá-los. No domingo (8), a autoridades isolaram a área e mergulhadores começaram uma operação de resgate do grupo.

Veja como vem se desenvolvendo a operação de busca e salvamento:

Os meninos, com idades entre 11 e 16 anos, e seu treinador de 25 anos, Ekkapol Chantawong, vão para a caverna Tham Luang Nang Non, no norte da Tailândia, depois do treino de futebol. Eles são dados como desaparecidos por uma mãe depois que seu filho não voltou para casa naquela noite.
As autoridades locais começaram a procurar os meninos depois que se começa a desconfiar que eles ficaram presos por fortes chuvas que os isolaram da entrada principal. Suas bicicletas são encontradas amarradas a uma cerca, e chuteiras pertencentes às crianças são achadas perto da entrada.

Domingo, 24 de junho

Funcionários do parque e da polícia começam uma grande operação de busca enquanto segue chovendo na região. Marcas de mãos e pegadas dos garotos são encontradas e começa-se a desconfiar de que provavelmente o grupo foi entrando mais e mais na caverna ao ser forçado pela enchente na entrada. Parentes iniciam uma vigília fora da caverna, aguardando notícias desesperadamente.

Segunda-feira, 25 de junho

Mergulhadores da Marinha tailandesa procuram pelos garotos na caverna carregando tanques de oxigênio e comida. Santuários improvisados são montados para os pais orarem e fazerem oferendas.
As chuvas fortes continuam, provocando o temor de que as águas da inundação dentro da caverna possam se elevar. Acredita-se que os meninos teriam recuado ainda mais para dentro da caverna, para um bolsão de ar elevado chamada Praia de Pattaya.

Terça-feira 26 de junho

Os mergulhadores chegam a um entroncamento a vários quilômetros dentro da caverna, mas são forçados a voltar pelas inundações que entopem uma fenda estreita perto da praia de Pattaya. O líder da junta da Tailândia, Prayuth Chan ocha, pede que o país apoie o resgate.

Sexta, 29 de junho

Surge uma esperança quando equipes de resgate encontram uma possível abertura, mas não há garantia de que ele se conectará à rede principal de cavernas. Prayuth Chan Ocha visita o local, lidera uma meditação, brinca e cozinha com parentes, e pede que eles não desistam da esperança.

Sábado, 30 de junho

Uma pausa no mau tempo permite que os mergulhadores cheguem mais longe dentro da caverna, mas ainda a quilômetros de onde os garotos supostamente estariam. As equipes continuam a procurar aberturas alternativas por cima e as equipes de resgate realizam exercícios práticos para evacuar os meninos com segurança, se forem encontrados.

Domingo, 1º de julho

Os mergulhadores avançam ainda mais na caverna, aproveitando uma pausa nas chuvas. Equipes de resgate montam uma base operacional dentro da caverna e centenas de tanques de oxigênio e outros suprimentos são levados para lá. Os mergulhadores agora podem permanecer no subsolo por mais tempo. Narongsak Osottanakorne, governador da província de Chiang Rai, diz que as condições para a operação estão melhorando.

Segunda-feira, 2 de julho

Os 12 garotos e seu treinador são encontrados vivos a cerca de 400 metros da Praia de Pattaya. Uma multidão no local de resgate comemora a notícia e o país dá um suspiro de alívio.

A prioridade é levar até os meninos e seu treinador alimentos e primeiros socorros após nove dias com pouco para comer e em condições difíceis. Depois, fica a missão de tirá-los do local com com segurança. Nenhum dos garotos sabe nadar. Fica claro que pode levar dias – ou semanas – para tirá-los. Equipes de resgate exploram várias opções, incluindo treinar os garotos para usar equipamentos de mergulho.

Terça-feira, 3 de julho

Um grupo de dez soldados liderados por um médico militar acompanha os 12 adolescentes e o treinador. O porta-voz das equipes de resgate afirma que os meninos estão bem, apesar de terem ficado dez dias sem comer, e que os soldados permanecerão com eles até que sejam resgatados.

Quarta-feira, 4 de julho

A família de Pheeraphat Sompiengjai guarda na geladeira um bolo de aniversário, enquanto espera a volta para casa desse menino preso há mais de dez dias em uma caverna na Tailândia. Uma espera que se anuncia longa diante das complicadas condições para o resgate.

“O bolo está na geladeira. Eu guardo aqui para fazer uma surpresa para ele” quando voltar, diz Phunphatsa Sompiengjai, irmã de “Night”, apelido do menino que completou 16 anos em 23 de junho.

Quinta-feira, 5 de julho

Morre um ex-mergulhador da Marinha tailandesa envolvido nos esforços de resgate dos meninos em uma caverna inundada na Tailândia.

Saman Kunan, de 38 anos, levou suprimentos para o grupo de 13 pessoas, mas ficou sem oxigênio quando retornava para a entrada da caverna Tham Luang. O ex-integrante do grupo de elite da Marinha era triatleta e tinha se voluntariado a participar da operação de resgate.

Sexta-feira, 6 de julho

Autoridades tailandesas descartaram que os jovens fossem resgatados porque ainda não estão preparados para mergulhar. Um duto de ar foi instalado na câmara onde o grupo está preso há quase duas semanas para garantir o fornecimento de oxigênio.

Sábado, 7 de julho

Pela primeira vez, os meninos e o técnico enviam cartas para amigos e familiares. Eles dizem estar bem, com saudades e que estão com vontade de comer churrasco e frango. O técnico pede desculpa às famílias por ter levado as crianças até a caverna, que podia ser inundada pelas chuvas de monções.

O coordenador da equipes de resgate, Narongsak Osottanakorn, afirmou que “agora e pelos próximos três ou quatro dias, as condições para uma evacuação são perfeitas em relação à água, ao tempo e à saúde dos meninos”. Porém, ele não deu detalhes de como seria o resgate.

Domingo, 8 de julho

A Tailândia começou na madrugada uma operação de resgate do grupo. Autoridades pediram que a área fosse esvaziada. De acordo com o governador da província de Chiang Rai, Narongsak Osatanakorn, vários mergulhadores. Toda a operação, considerada complexa e perigosa, pode durar até 4 dias. Segundo autoridades locais, até o fim da manhã, quatro meninos já haviam sido resgatados.

Segunda, 9 de julho

Operação de resgate recomeçou após uma longa pausa. Os mesmos especialistas que participaram da primeira etapa de salvamento no domingo retornaram à caverna nesta segunda. No entorno da montanha, ambulâncias e helicópteros esperavam pelos garotos. Um quinto menino foi resgatado no começo da manhã e passa bem.

Os quatro garotos resgatados na véspera seguem internados. Seus nomes não foram oficialmente revelados em respeito às famílias dos que seguem presos. Eles estão sendo mantidos em quarentena para evitar possíveis infecções. Eles estão bem e pediram o tradicional prato de arroz frito do país, segundo Narongsak Osottanakorn, chefe do resgate.

Segundo a agência Reuters, mais três meninos teriam sido resgatados. Autoridades locais não confirmaram a informação.

Com informações do G1.

 

Quarta, 27 de junho

Uma equipe de 30 militares americanos do Comando do Pacífico dos EUA, incluindo especialistas em socorros e socorristas, chega ao local à noite. Eles se juntam a três especialistas em mergulho britânicos que entram na caverna, mas rapidamente se retiram devido a fortes inundações. As chuvas contínuas aumentam os níveis de inundação, e as autoridades dizem que as condições são ‘difíceis’.
Quinta, 28 de junho

A busca é temporariamente interrompida por causa das inundações dentro da caverna, pois as chuvas não diminuem. Bombas de água são trazidas para drenar as enchentes, que são tão turvas que são comparadas a nadar em café frio.
Especialistas americanos começam a trabalhar em torno da base, enquanto os três mergulhadores britânicos e outros percorrem a montanha em busca de entradas alternativas para a caverna. Drones são enviados para ajudar a encontrar novas entradas para a caverna.