O consumidor que vem se deparando com escassez de produtos e alta de preços nos supermercados e postos de combustível tem que “rebolar” para não comprometer o orçamento doméstico com a elevação dos custos. Nos últimos dias, o preço da gasolina, por exemplo, passou de R$ 6 em alguns postos da Zona Sul do Rio. Até a batata inglesa, comum nos pratos cariocas, sofreu com a paralisação dos caminhoneiros. O saco de 50 kg saltou de R$50 a R$ 500 quarta-feira na Ceasa, principal central de abastecimento do Rio. Alguns supermercados adotaram medidas de racionamento para não ficarem sem estoque.
E como resolver esse imbróglio? Especialistas em varejo ouvidos pelo DIA avaliam que, embora a questão do petróleo não se resolva rapidamente – como querem os caminhoneiros – a crise instalada será pontual e resolvida no curto prazo. E recomendam para comprar somente o que realmente está faltando em casa para não pressionar ainda mais os preços. “Por conta do aumento generalizado atual dos preços, o consumidor deve comprar só o necessário para o seu consumo imediato. Quando o movimento acabar e o abastecimento se normalizar os preços vão cair”, orienta Gilberto Braga, economista da Fundação D. Cabral e professor do Ibmec.
Outra dica é fazer a troca de produtos perecíveis por outros. “No caso de não achar legumes e hortaliças a preços justos, o consumidor pode procurar outros fornecedores”, avalia Mauro Quintarelli, especialista em Varejo e consultor do grupo Azo. “Nas feiras ainda é possível achar preços mais em conta quando o fornecedor é das redondezas”, diz.