Em nota, Bacellar nega oferta de cargos pelo governador para barrar o impeachment

Relator da comissão que trata do processo de impeachement do governador Wilson Witzel (PSC), o deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD) desmentiu nota publicada pelo jornalista Guilherme Amado, do jornal O Globo, ao rebater a existência de qualquer proposta de oferta de cargos no governo ao parlamentar.  (leia mais abaixo)

Em nota, Bacellar afirma que “não procede o suposto oferecimento por parte do governador Wilson Witzel de posto ou cargo de secretário  à minha pessoa ou a quem quer que eu indicasse”.

Bacellar  afirma ainda que “jamais houve qualquer tentativa ou insinuação de tal oferecimento, sendo importante esclarecer ainda que nestes 18 meses de mandato em raras oportunidades tive contato com o senhor governador”.

O parlamentar, presidente da Comissão de Orçamento, Finanças e Fiscalização da Assembléia Legislativa (Alerj), negou que tivesse sido convidado para ocupar ou indicar o titular da secretária de governo, como noticiado pela revista Época. O deputado campista acrescentou que se tivesse sido convidado também não aceitaria.

Na terça-feira (23), o advogado Manoel Peixinho, que trata da defesa do governador, recebeu cópia da denúncia de deputados da Alerj requerendo o impeachment do chefe do Executivo estadual. Oficialmente, Witzel agora consta como citado no processo e terá dez sessões para apresentar os argumentos de defesa.

BARCO À DERIVA– Assessores de Witzel tratam de escapar do naufrágio à vista. Segundo a coluna Radar de Veja, o ex-secretário chefe da casa civil André Moura já trabalha com o cenário de que o impeachment do governador é fato consumado.

Segundo o jornalista Ricardo Bruno, do portal Agenda do Poder, Moura já estaria em campo articulando uma aproximação entre o vice, Claudio Castro, e o presidente Bolsonaro.

Enquanto isso, o cerco se fecha contra o grupo ocupa o Palácio Guanabara. O juiz Marcelo Bretas empareda o grupo do empresário Mário Peixoto, que operava esquema de fraudes e contratos irregulares no governo do estado, ao determinar a prisão do filho do empresário, Vinícius Peixoto.

A Polícia Federal cumpriu o mandado de prisão no início da tarde desta segunda-feira (22). Na decisão, Bretas relata que mensagens obtidas pelo MPF (Ministério Público Federal) dão conta que mesmo estando sob a mira da Justiça, Vinícius teria continuado praticando atos em nome de uma empresa offshore.