Com o valor da ação em queda de 0,41% às 17h10 desta quinta-feira (14) na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, negou em uma rede social “recuo” em falas sobre a distribuição de dividendos extraordinários da companhia. “Empresa mista com controle estatal tem todo o direito de conversar com o presidente da República e de receber ministros”, escreveu. (Leia mais abaixo)
“O presidente Lula compreende perfeitamente a governança da Petrobrás, e sabe que o Estado brasileiro exerce seu controle por meio da orientação aos seus representantes no CA [Conselho de Administração]. Foi simplesmente o que ocorreu”, afirmou Prates.(Leia mais abaixo)
Nessa quarta-feira (13), ele disse que a decisão da empresa foi orientada pelo “presidente da República e pelos seus auxiliares diretos”. Prates escreveu que falar em “intervenção” na empresa é “querer criar dissidências, especulação e desinformação”. Segundo ele, o mercado “ficou nervoso” que foram retidos dividendos extras a “caráter de adiamento e reserva”.(Leia mais abaixo)
“É preciso, de uma vez por todas, compreender que a Petrobras é uma corporação de capital misto controlada pelo Estado brasileiro, e que este controle é exercido legitimamente pela maioria do seu Conselho de Administração. Isso não pode ser apontado como intervenção! É o exercício soberano dos representantes do controle da empresa”, defendeu.(Leia mais abaixo)
Entenda
Na semana passada, a estatal anunciou a retenção de dividendos extras avaliados em R$ 43,9 bilhões, frustrando o mercado. Na sexta-feira (8), a companhia chegou a perder R$ 56 bilhões em valor de mercado devido ao temor de ingerência política do governo na Petrobras.(Leia mais abaixo)
Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a petroleira não tem que pensar apenas em acionistas, mas em investimentos.(Leia mais abaixo)
Nas redes sociais, Prates defendeu a escolha dos conselheiros indicados pela União e representante dos trabalhadores, que votaram em bloco pelo não pagamento dos proventos extraordinários. Exceção ao movimento, o presidente da Petrobras, indicado do governo federal, se absteve após a proposta dele — de pagar 50% do valor e reter 50% — ter sido ignorada pelo conselho de administração da companhia.