Um acordo milionário envolvendo o governo do Rio de Janeiro e a prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, está na mira dos investigadores. Há suspeita de que o prefeito da cidade, Washington Reis (MDB), tenha participação direta no esquema de corrupção que, segundo o Ministério Público Federal (MPF), era encabeçado pelo governador Wilson Witzel. (leia mais abaixo)
Washington Reis e o irmão, Rosenverg Reis, que é o líder do MDB na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) estavam entre investigados na Operação Tris in Idem, que culminou no afastamento de Witzel do cargo nesta sexta-feira (28).
A Procuradoria-Geral da República (PGR) chegou a pedir um mandado de busca e apreensão contra os dois, mas o pedido não foi concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em delação premiada, o ex-secretário de saúde do RJ, Edmar Santos, afirmou que o governador Wilson Witzel fez acordo direto com o prefeito de Caxias para o repasse de R$ 100 milhões por meio da sistemática de transferências fundo a fundo, ou seja, entre o fundo estadual e o fundo municipal de Saúde.
Em julho, reportagem do RJ2 mostrou que, só em 2020, o fundo municipal de Saúde de Caxias recebeu mais de R$ 41 milhões do estado, relacionado a dívidas dos anos anteriores – valor superior ao repasso para as prefeituras da própria capital e de São Gonçalo, na Região Metropolitana, que têm populações maiores que a cidade da Baixada.
Fonte: G1