Os 50 dias de Wladimir e os desafios de Campos

Os gestores públicos que ocupam cargos eletivos, logo que assumem suas tarefas governamentais ou administrativas, costumam dizer que suas primeiras ações serão direcionadas para por ordem na casa. Em seus exatos 50 dias de governo cumpridos neste sábado, o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PSD), não fugiu à regra. Na prática, o atual chefe do Executivo tem priorizado estes ajustes após herdar os escombros da desordem generalizada do ex-governo. Assim que foi empossado, Wladimir elegeu como prioridade absoluta pagar as dívidas herdadas do governo anterior com o funcionalismo. (leia mais abaixo)     

E parece estar encaminhando a situação desafiadora para um corolário de êxito. Porque, afinal, ao fim do seu primeiro mês de governo, Wladimir já tinha o fardo de três folhas de pagamento a quitar, duas do governo anterior (o salário de dezembro e o 13º), mais o pagamento dos vencimentos do mês de janeiro. E já pagou duas delas, restando o parcelamento do 13º. Sem contar que já encaminhou o pagamento dos trabalhadores por RPAs (recibo de pagamento de autônomo).   (leia mais abaixo)

Uma vez vencido este primeiro obstáculo, resta agora abrir os caminhos para uma governança mais ágil, resoluta e dotada de maior dinamismo e celeridade na equação do somatório dos problemas que são muitos. (leia mais abaixo)

Livre da pressão desses débitos de curto prazo com os servidores — que, afinal, precisam estar motivados nesta tarefa de reconstrução da cidade e do município — o governo se habilita a reestruturar-se financeira e administrativamente para prestar melhores serviços à comunidade. 

Concomitantemente, Wladimir tem conseguido projetar uma imagem positiva e de boa visibilidade, indo ao encontro dos problemas, encarando-os de frente, inclusive quando compareceu para dialogar com os próprios servidores durante uma manifestação em frente à sede da Prefeitura, em razão dos salários em atrasos que não foram honrados pela administração anterior. (leia mais abaixo)

Com recursos escassos para execução orçamentária em ações estruturantes, restou ao prefeito reestruturar os serviços essenciais como a reabertura das UBS (unidades básicas de saúde), a repaginação da melancólica paisagem urbana herdada com ruas sujas, esburacadas e infestada de entulhos e lixo por toda parte. (leia mais abaixo)   

E acompanhando de perto estes serviços como tem feito, renunciando ao conforto do gabinete, saindo às ruas para dialogar com a população, mostrando os problemas à sociedade e demonstrando boa vontade em superá-los. (leia mais abaixo)    

A readequação da máquina pública a este momento de crise aguda, assim como a interlocução com as diferentes esferas de governo, tem sido importantes práticas para que o prefeito esteja encaminhando com êxito a equação dos graves problemas de Campos. (leia mais abaixo)

Se continuar no mesmo ritmo de trabalho e capacidade de resolução de problemas, o atual gestor poderá se gabar em confirmar suas declarações sobre seu antecessor, para quem faltava mesmo era gestão e competência ao governo anterior. (leia mais abaixo)

Os recursos dos royalties restaram escassos nestes tempos de exploração de campos maduros e protagonismo do pré-sal. Menos mal, os repasses mensais neste mês de fevereiro registraram aumento de 16% em relação ao último repasse, o que já representa um alívio diante de seguidas quedas de receitas. (leia mais abaixo)

Porém, Campos não pode ficar apenas e tão somente refém da indústria do petróleo, sendo a diversificação econômica do município a grande pauta desafiadora que se arrasta há anos sem solução. A retomada da indústria sucroenergética ressurge como um caminho de volta à uma atividade tradicional, mas é preciso mais. (leia mais abaixo)

Com uma privilegiada extensão territorial e recursos naturais em abundância, desenvolver outros segmentos da agroindústria é preciso, assim como criar programas de estímulo ao setor de serviços para que a economia de Campos absorva os dividendos das atividades logísticas e portuárias do Porto do Açu, bem como da indústria do petróleo na bacia que traz o seu nome.