Postado por Fabiano Venancio – A indústria do petróleo e do gás natural, além do setor naval, têm turbinado a economia do Norte Fluminense com reflexos positivos nos salários. De acordo com dados levantados pelo Campos 24 Horas do Censo 2023, a média salarial mensal dos trabalhadores formais de Macaé chega a 5,8 salários, seguido de São João da Barra, cuja média salarial é de 4,6 salários. A média salarial mensal nas duas cidades da região é superior a de municípios maiores, mais ricos e com economias diversificadas, casos do Rio de Janeiro (média de 3,9 salários mínimos) e Niterói (3, 0 salários). No contexto da economia regional, Campos, por sua vez, tem R$ 343 milhões em circulação mensal oriundos de salários pagos pelos setores privado e público, de acordo com o economista Ranulfo Vidigal, que falou ao Campos 24 Horas sobre as atividades que mais influenciam para a massa salarial do município. (leia mais abaixo)
Campos registra uma média salarial de 2,2 salários, mas sua massa salarial cresce com o quantitativo de quase 30 mil servidores públicos, sobretudo por conta do setor de serviços, especialmente como polo de ensino superior com suas instituições e universidades federais e estaduais. (leia mais abaixo)
Além de polo regional de serviços na educação de terceiro grau – que inclui ainda universidades particulares – , o dinamismo da economia campista abrange também o empreendedorismo, onde o município aparece na ponta do ranking na criação de microempresas, de acordo com informações da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (JUCERJA). (leia mais abaixo)
Segundo dados do Ministério do Trabalho e do Emprego, através da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), o setor privado contribui com uma massa salarial de cerca de R$ 193 milhões mensais, mas este número dispara com R$ 150 milhões do setor público. (leia mais abaixo)
CAMPOS/R$ 343 MILHÕES – “Ao todo são R$ 343 milhões que circulam na economia do município, incluindo serviços públicos das esferas municipal, estadual e federal, além de aposentados e pensionistas”, informou o economista Ranulfo Vidigal, diretor de Indicadores Sociais e Econômicos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Campos. (leia mais abaixo)
Ranulfo ainda frisou que as atividades educacionais e científicas respondem por 10% da massa salarial em Campos. “Mas o grande destaque é o incremento do setor de logística e transporte e armazenamento que já responde por 20% da massa salarial e tende a se expandir no município, entre outras razões, devido à sua localização estratégica, cercado por importantes rodovias federais e estaduais”, enfatizou.