Duílio admite Americano favorito na Série B1

Depois de um começo de temporada bem sucedido com o Bonsucesso, o técnico Duílio recebeu (e aceitou) o convite do Americano para mais uma Série B1 de Campeonato Carioca. Se salvou o Rubro-Anil de um rebaixamento que já parecia certo, agora o desafio é ainda mais duro: recolocar o tradicional clube de Campos na elite do Estadual em uma competição dura e com apenas duas vagas na divisão superior. Nada que ponha medo, no entanto, no “Guardiola do Brasil”, como ficou conhecido no Cesso. Para ele, o Alvinegro é, sim, um dos favoritos ao acesso e não pode fugir deste posto.

– Não podemos dizer que não brigaremos pelo acesso, devemos assumir que somos sérios candidatos a subir. Vamos buscar nomes que possam fazer o Americano ser o clube que todo mundo conheceu, este é o desejo de todos – disse Duílio, em entrevista ao programa “FutRio na Geral”, da Rádio FutRio.

Os novos reforços são mantidos em sigilo pela comissão técnica e pela diretoria do Americano. De qualquer forma, o trabalho em Guarus só começa no próximo dia 3, data em que os jogadores se apresentam para a pré-temporada e os primeiros nomes devem ser revelados. Duílio, no entanto, admite que, entre as novidades, podem estar jogadores que deixaram uma boa impressão com a camisa do Bonsucesso, segundo colocado no Grupo X da Série A.

– Normalmente, a gente faz isso. Todo treinador tem esse costume. Estamos estudando bem a situação e analisando os jogadores que, pontualmente, possam nos ajudar a fazer uma campanha vitoriosa, contribuir para que o Americano volte a ser grande como sempre foi. A gente está vendo peça por peça, dentro do que o clube está precisando no momento. Junto com o restante da comissão, temos visto esses nomes e pode ser que a gente traga alguns jogadores, que mostraram que não são tão ruins como alguém disse que eram.

Confira outros trechos da entrevista de Duílio à “Rádio FutRio”:

O que já pôde ver em seus primeiros dias de trabalho no Americano?
– Me surpreendeu, principalmente, a estrutura que o Americano tem hoje. Dá para fazer um bom trabalho. Esperamos ter as condições e as peças necessárias para isso. A ideia é fazer sempre melhor que o treinador anterior e, como o Americano bateu na trave duas vezes pelo acesso, esse é o sentido. Aceitamos o desafio e, dentro do que o Americano tem hoje, achamos que é possível ter um bom resultado. Esperamos sorrir lá no final e colocar a cidade de Campos de volta no cenário principal do futebol carioca.

Após as primeiras reuniões com a diretoria, qual foi o perfil traçado em termos de reforços?

– Trabalhamos no intuito de trazer jogadores que saibam jogar uma Segunda Divisão, com essa rotina de partidas às quartas e sábados. Diante disso, com o apoio da minha comissão técnica, que é muito experiente, a gente vai tentar fazer o melhor. E, se Deus quiser, quem sabe, subir o Americano para a divisão principal.

Você já comandou o America na Segundona, em 2013, portanto conhece o campeonato. O que projeta para a competição deste ano?

– O Americano não é um clube qualquer. Pelas suas tradições, não deveria estar na Segunda Divisão, como é o caso de muitas outras equipes. Mas isso acontece no futebol. Temos um conhecimento dessa Segundona, é um campeonato difícil em que jogam 21 times, mas só sobem dois. E mesmo assim, ainda sobem para a seletiva. Ou seja, o Americano precisa estar muito bem preparado para isso.

Muito tem sido falado sobre o Americano mandar seus jogos no Aryzão, o estádio do Goytacaz. O que pensa sobre isso?

– Não precisar sair de Campos ajuda muito. Você tem um espaço para trabalhar, arma as coisas dependendo daquele espaço. Você não joga em um campo em que não treina. Independentemente da rivalidade, com essa carta de intenções assinada, acredito que todos os times sairão ganhando. O Aryzão vai ficar melhor do que já era. E vamos esperar que a torcida do Americano prestigie a equipe e vá nos ajudar. Sozinhos, não vamos conseguir fazer tudo. A torcida vai ter sua cota dentro desse planejamento e nós contamos com ela para que apoie, incentive, nos dê a força que precisamos para conquistarmos nossos objetivos.

Já existe algum cronograma para realizar os primeiros jogos-treino?

– Na primeira semana, ainda não, mas já conversamos com nosso supervisor sobre os jogos que queremos. Quanto mais partidas fizermos, a equipe vai entrar melhor preparada. Vamos aproveitar bem esse espaço de tempo que temos para que, contando com todos os jogadores, possamos realizar o maior número possível de testes em nossa programação.

O que a torcida do Americano pode esperar da equipe, neste ano?

– O torcedor pode esperar um time aguerrido, que vai lutar durante os 90 minutos. Cada ano é um ano, jogadores que saíram estavam se indentificando com o projeto de conquistar um acesso, mas não conseguiram. E agora vamos tentar, com uma nova perspectiva, fazer com que os novos atletas se adaptem a Campos. Teremos bastante tempo para isso. Esperamos contar com a maioria dos jogadores já no dia 3 porque ainda teremos de aguardar um ou outro atleta que está jogando seu campeonato local. Não sei de quem foi a “brilhante ideia” de começar o campeonato em 17 de maio e depois colocar jogos sempre às quartas e sábados por causa de calendário, quando se poderia começar um pouco mais cedo e ter mais espaço entre as partidas. Mas também estamos nos preparando para isso.

Fonte: FutRio