Dr. José Roberto Crespo empossado na presidência do Sindicato dos Médicos de Campos

Foi empossada nesta sexta-feira (30), a nova diretoria do Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) para o triênio 2017/2020, sendo reeleito o médico gastroenterologista, José Roberto Crespo de Souza. Para a solenidade esteve presente o professor da Faculdade de Medicina Santa Marcelina, em São Paulo, Paulo Celso Nogueira Fontão, que fez palestra sobre “Espiritualidade na formação dos profissionais médicos”, além do presidente da Federação Nacional dos Médicos, Jorge Darze, entre outras autoridades da área de saúde.

Para José Roberto Crespo de Souza, a situação da saúde de Campos é reflexo da crise econômica pela qual passa o município. E, na sua opinião, afeta não somente a área, mas também outros pontos importantes para a manutenção do bem-estar de toda uma sociedade. “Existe um déficit de pagamento aos hospitais desde 2015. Vários meses de 2015 e alguns de 2016. Existe o compromisso do prefeito Rafael Diniz de pagar a essas unidades e, por consequência, aos médicos. É uma demanda antiga, uma luta que travamos com o governo anterior. Estivemos com o prefeito atual e ele se comprometeu”, afirmou.

O presidente acrescenta que os hospitais Ferreira Machado e Geral de Guarus passam por uma crise importante. “Em Campos, temos profissionais que dão cabo à sua demanda, mas existe dificuldade na gestão. E eles estão trabalhando no redimensionamento da rede para ver em que podem melhorar no atendimento. Há uma dificuldade na população de chegar ao atendimento”, destacou.

O presidente da Federação Nacional dos Médicos, Jorge Darze, ao falar sobre a crise na saúde, especialmente em Campos, acrescenta que a cidade passa por um momento de preocupação, causado pela situação do governo do Estado do Rio. “A crise repercute nas prefeituras. E Campos não está imune a essa doença que contaminou todo o estado. A prefeitura recebeu do governo passado um déficit orçamentário importante. A Federação está se colocando à disposição da Prefeitura para tentar buscar a solução ou, pelo menos, minimizar os efeitos dessa crise. É possível que se faça uma interligação entre a Prefeitura e o governo federal para que a gente possa trazer recursos, ajudando na gestão do município”, analisa.