14/10/2015 às 19h33 – Foto: Campos 24 Horas
O Conselho Municipal de Saúde descredenciou o Grupo IMNE (Instituto de Medicina Nuclear e Endocrinologia) do atendimento aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), em razão de irregularidades na documentação do grupo. Em nota, o Secretário de Saúde e vice-prefeito, Doutor Chicão, explica que “foram constatadas irregularidades na documentação do Hospital Dr. Beda, como a falta de certidão do Corpo de Bombeiros para funcionamento”. Apesar das irregularidades, ressalta Doutor Chicão, a Prefeitura de Campos está oferecendo apoio para resolver essa questão e manter os serviços à população.
Doutor Chicão ainda informa que os serviços da Oncologia, como radioterapia e quimioterapia, não têm risco nenhum de serem suspensos no IMNE, como também a hemodiálise e a terapia renal substitutiva, tranquilizando os pacientes atendidos pelo convênio entre o município e a unidade hospitalar.
O médico e empresário Herbert Sidney Neves, presidente do Grupo Imne, reagiu fazendo críticas à administração municipal. Segundo ele, a decisão pode ter sido retaliação por conta de um artigo divulgado em um site de sua propriedade, no qual fez críticas a área de saúde.
Nota da Prefeitura
O Secretário de Saúde e vice-prefeito Doutor Chicão, disse que foram constatadas irregularidades na documentação do Hospital Dr. Beda, como a falta de certidão do Corpo de Bombeiros para funcionamento. As irregularidades foram constatadas pela Comissão de Contratos e Convênios do Conselho Municipal de Saúde.
– O Dr. Herbert Sidney Neves, do grupo IMNE, sabe que seu hospital não tem essa autorização dos Bombeiros e que o município está oferecendo todo o apoio para resolver essa questão e manter os serviços à população -, informa Doutor Chicão.
Doutor Chicão reforça que a constatação das irregularidades ainda será apresentada aos demais conselheiros e a ele, que preside o Conselho, em assembleia que será realizada na próxima terça-feira, para posterior envio do parecer aos órgãos de controle. Ele esclarece que essa não representa nenhuma decisão da Secretaria de Saúde e, sim, uma avaliação técnica mediante documentos apresentados pela própria unidade.
O não cumprimento dessas exigências administrativas faz com que a própria entidade fique impedida de renovar contrato com órgãos públicos e de fazer nova contratualização de serviços com o governo municipal. A habilitação dos serviços oncológicos e renais não é feita pelo município, e sim, pela Secretaria Estadual de Saúde. Cabe ao Conselho informar aos órgãos de controle os dados apresentados na avaliação realizada.