Campos 24 Horas – Neste sábado (29), Dia Nacional de Enfrentamento ao Fumo, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Programa de Controle do Tabagismo, alerta sobre os perigos do cigarro. O tabaco é o principal fator de risco para doenças graves, como Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), diabetes mellitus, câncer de pulmão, enfisema e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Atualmente, no município, o serviço conta com 1.499 inscritos.
Emmanuel Bittencourt, coordenador do programa, reforça o convite para que fumantes busquem apoio profissional para abandonar o vício. Ele destaca que o programa municipal é conduzido por uma equipe multidisciplinar que utiliza a abordagem cognitivo-comportamental por meio de reuniões em grupo. “À medida que o paciente reduz o consumo de tabaco, disponibilizamos adesivos de nicotina, cujo objetivo é mitigar os sintomas de abstinência. Essa estratégia é fundamental, visto que o tabagismo envolve dependências química e psicológica”, apontou. (Leia mais abaixo)
O coordenador explica que o tratamento tem como principal objetivo proporcionar qualidade de vida e interromper a progressão de danos irreversíveis, evitando o agravamento de quadros clínicos já instalados.
“Atualmente, enfrentamos também o desafio crescente dos Dispositivos Eletrônicos de Fumar (DEFs ou vapes), que podem causar patologias severas, como a lesão pulmonar associada ao uso de cigarros eletrônicos (EVALI), popularmente conhecida como ‘pulmão de pipoca’. A expectativa de vida dos fumantes, especialmente com a popularização desses dispositivos eletrônicos, é significativamente reduzida, o que torna a intervenção precoce essencial”, ressaltou.
PROGRAMA - O acesso ao programa é de livre demanda, não sendo necessário encaminhamento médico para iniciar o acompanhamento. “O atendimento é ágil. No momento do cadastro e da abertura do prontuário eletrônico, o paciente já é agendado para a primeira reunião de grupo, dando início imediato ao seu tratamento”, finalizou o coordenador.
Fumante há 22 anos, a bacharel em Filosofia, Roberta da Silva, de 40 anos, procurou o programa para deixar definitivamente o tabagismo. “O cigarro surgiu em minha vida em um momento de profunda fragilidade emocional, logo após a perda do meu filho, que faleceu aos 11 dias de vida. Acredito que funcionou, naquela época, como uma válvula de escape, um apoio psicológico diante da dor. Após tentativas anteriores de abandonar o cigarro e uma recaída recente, decidi buscar o programa de apoio por sentir que cheguei ao meu limite. Quero retomar minha qualidade de vida. Estou otimista, motivada e confiante de que, desta vez, vou conseguir abandonar o fumo”, disse.