Destino político de Bolsonaro vai ser decidido nesta sexta-feira; ex-presidente pode ficar inelegível por 8 anos

O destino político de Jair Bolsonaro vai ser decidido nesta sexta-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se condenado, o ex-presidente pode ficar inelegível por oito anos. Nas primeiras sessões, o placar pela condenação ficou em 3 a 1. Agora, faltam os votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Nunes Marques. Caso apenas um dele vote pela condenação, já haverá maioria. (leia mais abaixo)

O TSE julga se Bolsonaro cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação em uma reunião com embaixadores, em julho do ano passado, no Palácio da Alvorada. Na ocasião, o então presidente realizou ataques sem provas ao sistema eleitoral. A ação foi apresentada pelo PDT. (leia mais abaixo)

O julgamento está marcado para 12h. A primeira a votar nesta sexta será a ministra Cármen Lúcia, seguida por Nunes Marques e, por fim, por Alexandre de Moraes, que é presidente da Corte. (leia mais abaixo)

Relembre o que aconteceu até agora:
Relator votou pela condenação – Na última terça-feira, o relator, Benedito Gonçalves, votou pela condenação de Bolsonaro, afirmando que ele “violou ostensivamente” os deveres de presidente. (leia mais abaixo)

Raul Araújo abriu divergência – No início da sessão da última quinta-feira, Raul Araújo votou e afirmou que não viu abuso no discurso de Bolsonaro aos embaixadores. O ministro reconheceu que o ex-presidente se “excedeu” em sua fala, mas argumentou que as declarações não conseguiram deslegitimar as urnas. (leia mais abaixo)

Ministros acompanham relator – Após o voto de Araújo, os ministros Floriano Marques e André Tavares votaram acompanhando o relator. Marques afirmou que houve “responsabilidade direta e pessoal” de Bolsonaro, que teria assumido “os riscos” da sua conduta. Tavares considerou que o discurso de Bolsonaro teve “distorções severas da realidade”. (leia mais abaixo)

Braga Netto absolvido – Apesar da divergência sobre o ex-presidente, os quatro ministros que já votaram concordaram em absolver o vice na chapa de Bolsonaro, o ex-ministro Walter Braga Netto, que também é alvo da ação. Os ministros consideraram que ele não teve participação no evento.

Fonte: Extra