Datafolha: Flávio atrai no 2º turno 43% dos votos somados de Zema, Renan, Caiado e Cury; Lula agrega 30%

Instituto estimou migração de apoios com base nos dois levantamentos do cenário eleitoral realizados em setembro


  • 23/09/2026, 14h53, Foto: Carla Sena/Arte Metrópoles.

Candidatos à Presidência da RepúblicaCampos 24 Horas – Pesquisas do Datafolha sobre a disputa presidencial deste ano mostram que o senador Flávio Bolsonaro (PL) atrai mais votos dos candidatos à "terceira via" num eventual segundo turno que o principal oponente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O instituto estimou a migração de votos de Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) no primeiro turno para os dois líderes das sondagens com base nos dois levantamentos realizados neste mês de setembro: no embate direto, Flávio capta 43% dos eleitores dos concorrentes e Lula, 30%.

No cenário geral, o levantamento Datafolha mais recente apontou que Lula e Flávio estão empatados tecnicamente na simulação de segundo turno, com vantagem numérica para o candidato à reeleição: 46% a 44%. Nos últimos dias, a campanha bolsonarista tem reforçado estratégias para atrair o "voto útil" de outros concorrentes à direita do espectro político e consolidar uma guinada na reta final.

Do conjunto de eleitores formados pelos candidatos de Novo, Missão, PSD e Avante, 26% optam por votar em branco, nulo ou "nenhum" em eventual segundo turno de Lula contra Flávio. Nessa amostra, a margem de erro foi calculada em quatro pontos percentuais, o que situa o filho do ex-presidente com entre 39% e 47% de potencial de captação de votos desses outros postulantes ao Planalto. Já o poder de atração do petista, no momento, fica entre 26% a 34%.

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A migração de votos para Flávio é impulsionada sobretudo pela base de eleitores de Romeu Zema e de Renan Santos. Dos entrevistados que indicaram apoiar o ex-governador de Minas Gerais no primeiro turno, 48% afirmam que migrariam para o candidato do PL e 25%, para o do PT — outros 27% citam a intenção de votar em branco ou anular. Mesmo considerando a margem de erro específica para o eleitorado associado a Zema, de 11 pontos, Flávio lidera a captação desses apoios: atrai, no mínimo, 37% deles e 59%, no máximo, enquanto Lula varia de 14% a 36% nessa faixa.

Já no eleitorado vinculado ao ativista do Movimento Brasil Livre (MBL), Flávio capta 43% dos votos em eventual segundo turno e Lula, 22%, além de um terço (34%) de brancos e nulos. A margem de erro, neste caso, é de dez pontos. Isso significa que o senador do PL atrai entre 33% e 53% dos eleitores de Renan Santos, ao passo que o presidente capta entre 12% e 32%.

No estudo do comportamento dos eleitores de Augusto Cury e Ronaldo Caiado, Flávio também lidera, mas o cenário é de empate técnico, dadas as margens de erro mais elevadas para recortes desse tipo.

Segundo o Datafolha, 43% dos eleitores que no primeiro turno indicam voto no ex-governador de Goiás depois migrariam para Flávio e 30%, para Lula. Com a margem de erro em oito pontos, o senador capta entre 35% e 51% desses apoios a Caiado e Lula, entre 22% e 38%.

No caso dos eleitores de Augusto Cury, que despontou no último mês como terceiro colocado na disputa, Flávio conseguiria captar quatro em cada dez deles (41%) e Lula, pouco mais de um terço (35%). Brancos e nulos somam 23%. Considerada a margem de seis pontos, o senador captaria entre 35% e 47% dos apoios ao escritor, enquanto o presidente agregaria entre 29% e 41% deles.

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No estrato de eleitores que indicaram voto em branco, nulo ou "nenhum" no primeiro turno, 62% afirmam que manteriam essa decisão no embate direto entre Lula e Flávio. Da parcela que escolheria algum dos concorrentes, Lula capta 20% dos apoios e Flávio, 17%. O cenário também é de empate técnico, dada a margem de erro de seis pontos.

Segundo o Datafolha, os dados foram obtidos das pesquisas realizadas entre os dias 8 e 10 de setembro e 15 e 17 de setembro, com um total de 4.003 entrevistas presenciais com eleitores de 16 anos ou mais de todas as regiões do país.

A margem de erro para as amostras gerais é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. Contratadas pela Folha e pela TV Globo, as sondagens foram registradas na Justiça Eleitoral sob os números BR-04029/2026 e BR-01833/2026.

Fonte: O Globo



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