Dados científicos comprovam que restrições reduzem internações

O professor e pesquisador Eduardo Shimoda declarou na reunião virtual desta segunda-feira (05) do Gabinete de Crise do Combate à Covid-19, que as restrições de circulação representam resultados na redução da taxa de contágio e, consequentemente, no número de pessoas internadas, ou mesmo, que aguardam na fila de espera por leitos. (leia mais abaixo)

O professor Shimoda é o responsável pelos cálculos e projeções matemáticas que embasam decisões da equipe técnica do município na definição da estratégia de combate à Covid-19, para medidas de restrição. Ele explica: “A gente percebeu que tem desacelerado as internações nos leitos clínicos, nas enfermarias com os primeiros dias de fechamento do comércio (14 dias)”, disse. (leia mais abaixo)

O professor explica que “em termos de fila de UTI, aumentou bastante o número de pessoas esperando vaga, agonizando, sem respirar. No momento pelas filas de UTI, que ainda estão aumentando, não tem como flexibilizar nada: ou mantém como está, ou adota medidas mais restritivas”, argumentou o professor Shimoda.

Presente ao encontro virtual, os promotores públicos Marcelo Lessa e Maristela Naurath, e o defensor Lúcio Campinho explicaram que o único caminho no momento para o município é o de respeitar o que os dados científicos e as equipes técnicas recomendam: “Eu cheguei a imaginar no domingo que a gente poderia ter alguma flexibilização, mas ouvindo os dados apresentados pela equipe técnica não há alternativas a não ser manter as medidas ou até mesmo aumentá-las”, disse o promotor.