Curso de Odontologia comemora seu Jubileu de Ouro em Campos

Os 50 anos do Curso de Odontologia do Centro Universitário Fluminense (Uniflu) tem sido marcados por uma extensa programação elaborada pela Fundação Cultural de Campos, que teve início nos últimos dias 18, 19 e 20 de maio, no campus II, no Parque Leopoldina, quando houve a Semana Acadêmica de Odontologia, com o encontro de ex-alunos, premiação de trabalhos e a festa de encerramento da primeira etapa das comemorações do Jubileu Ouro. O jornalista Adelfran Lacerda, vice-presidente da Fundação Cultural de Campos, falou ao Campos 24 Horas sobre a história dos cursos superiores no município. Ele lembra que não apenas o curso de Odontologia, mas também as outras faculdades eram uma velha aspiração campista. (leia mais abaixo)

No dia 28/06 haverá a inauguração do marco comemorativo, no pátio e hall do campus II, ás 16 horas. No dia 19/08, às 19h, as atividades serão na Câmara Municipal, com a sessão solene de comemoração, homenagens e lançamento do Centro de Memória da Odontologia. (leia mais abaixo)

No dia 14/09 acontece a Semana Acadêmica no segundo semestre com abertura às 20h. Nos dias 15 e 15/09, às 14h, no campus II, atividades acadêmicas e premiação de trabalhos.  O encerramento das comemorações será marcado por um Baile de Gala, no dia 18/11, às 21h, no Automóvel Clube Fluminense. (leia mais abaixo)

HISTÓRIA – O jornalista Adelfran Lacerda, vice-presidente da Fundação Cultural de Campos, lembra que não apenas o curso de Odontologia, mas também as outras faculdades eram uma velha aspiração campista.  “Houve mais de uma tentativa para a implantação dos cursos superiores em Campos. Os jovens que aqui se formavam tinham que se deslocar ao Rio de Janeiro para os vestibulares de Medicina, de Direito, Farmácia e Engenharia, entre outros. E com isso não havia renovação das lideranças políticas na comunidade, certo que a rigor os líderes políticos começam por exercer liderança universitária”, assinalou Lacerda. (leia mais abaixo)

Ao reconstituir a história dos cursos superiores no município, Lacerda recorre ao livro do historiador e jornalista campista Hervê Salgado Rodrigues que, ao fazer um resgate da história de Campos, em seu livro “Na Taba dos Goytacazes”, registra alguns dados sobre os primórdios dos cursos de Odontologia em Campos. (leia mais abaixo)

Em 1914, foi feita a primeira tentativa de uma faculdade de Direito, escola em que se formaram Godofredo Tinoco, Domingos Guimarães, Antônio Eugênio Fritsch e outros, mas a unidade de ensino logo depois foi encerrou suas atividades. (leia mais abaixo)

Mas, em 1933, surgia a Faculdade de direito Clóvis Bevilaqua, sendo Mário Coelho Barroso seu primeiro diretor, e da Fundação da Clóvis Bevilaqua brotou um entusiástico movimento da sociedade campista e, ao lado dela, foram fundadas a escola de farmácia, que formou entre outros a professora Tita Glória, e a Faculdade de Odontologia, responsável pela formação profissional de porte de notáveis como Afrânio Maciel, Antônio Luiz Monteiro, Godofredo Bello de Campos e Afonso Celso Miranda, entre outros. (leia mais abaixo)

As faculdades de Direito, Farmácia e Odontologia foram oficializadas pelo governo do comandante Ary Parreiras, em 24 de dezembro de 1934, fazendo parte das escolas livres do ciclo getulista da década de 30, que provocou diversas mudanças no ensino, inclusive o desaparecimento da então Faculdade de Odontologia. (leia mais abaixo)

“Todavia, o sonho pela reabertura de uma Faculdade de Odontologia em Campos continuava cada vez mais presente na vida de um jovem odontólogo, o inesquecível doutor Rubens Pessanha Alves Gomes, pai do atual professor do curso de Odontologia na Uniflu, professor Rutílio, e que nos enternece e quem também reverenciamos, na presidência de honra da comissão do Jubileu de Ouro desta curso”, acrescentou. (leia mais abaixo)

Adelfran Lacerda lembra que, à época, “Rubens Pessanha mobilizou as maiores lideranças desta terra e, com Demerval Luzitano, Clóvis Medina, Godofredo Bello, Antônio Luiz Botelho, Irineu Marins, Afrânio Maciel e o deputado federal Alair Ferreira, entre outros, responsáveis pela implantação de quase todos os projetos culturais em nossa cidade, inclusive a Faculdade de Odontologia de Campos, em janeiro de 1972, que realizou seu primeiro vestibular em março do mesmo ano.”.   (leia mais abaixo)     

Com Alair na presidência da Fundação Cultural de Campos, foi possível a completa regularização da Faculdade de Odontologia no Ministério da Educação e a inauguração da sede própria, desde 1975, com as presenças do ex-presidente Ernesto Geisel e do governador Faria Lima, ao lado do prefeito José Carlos Vieira Barbosa (Zezé). (leia mais abaixo)

“E assim essa escola de líderes nunca mais deixou de avançar e ampliar seus horizontes e realizações, frutificando as sementes de seus antepassados e formadores, nesses 50 anos de funcionamento ininterrupto, com a ajuda de trabalho de 400 funcionários e colaboradores de diversos níveis e especializações, entre eles 250 professores que por aqui passaram ou permanecem”, disse ainda Lacerda.   (leia mais abaixo)

O vice-presidente da Fundação Cultural finaliza ainda lembrando que “o curso de Odontologia foi responsável pela formação de quase 4 mil profissionais de alto nível e qualificação que hoje atuam em todos os cantos do território nacional”.