sábado, 12 de outubro de 2014 – Foto: Ag. O Globo

Um policial que, em troca do benefício da delação premiada, aceitou colaborar com as investigações sobre o suposto envolvimento de homens do 17º BPM (Ilha do Governador) no sequestro de dois bandidos em troca de R$ 300 mil, em março, disse ao Ministério Público estadual ter tomado conhecimento de que seu batalhão repassava semanalmente ao comando-geral da PM propinas pagas por traficantes. Na quinta-feira (09), 16 policiais, incluindo o ex-comandante da unidade, coronel Dayzer Corpas Maciel, foram presos sob a acusação de participação no crime.
O delator não detalhou a acusação e afirmou que tomou conhecimento do suposto pagamento de propina, que seria feito nas manhãs de segunda e sexta-feira, através de “comentários generalizados”. No mês passado, quando 25 policiais militares foram presos por suposta participação num esquema de extorsão de dinheiro na Zona Oeste, um outro PM beneficiado pela delação premiada disse ter ouvido que o Estado-Maior da corporação ganhava R$ 15 mil de cada batalhão.
Em nota, a PM informou, nesta sexta-feira, que soube da nova denúncia na quinta-feira e negou as acusações de corrupção. O comunicado diz que “os oficiais do comando da corporação estão totalmente à disposição do Ministério Público estadual para prestar quaisquer esclarecimentos”.
Na quinta-feira, o governador Luiz Fernando Pezão e o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, manifestaram apoio ao comando da PM.