Crise na economia faz o Brasil apertar os cintos

sábado, 24 de janeiro de 2015     –     Foto: Campos 24 Horas
Suledil capa 2A crise econômica nacional veio com força total e o Brasil está acumulando a cada dia anúncios que mostram que 2015 vai ser um ano difícil de ajustes, conforme indica a série de medidas amargas que a presidente Dilma Roussef está anunciando, que vão mostrando que o País vai ter apertar os cintos.

– Todas as pessoas antenadas com o noticiário econômico já perceberam o conjunto de crises que assola o mundo, o nosso país, o estado, e os municípios fluminenses. A recessão mundial que afeta as principais economias do mundo demorou a chegar ao país, pois o debate político inviabilizou a tomada de conhecimento por parte da população dos indicadores econômicos cada vez mais piores, se comparados aos anos anteriores – declara o secretário de Controle de Campos, professor Suledil Bernardino.

No que se refere ao governo nacional, o professor Suledil cita que “medidas duras estão sendo tomadas para contenção de despesas e, principalmente, aumento de receitas, seja através da mudança nas regras das pensões e na política de salário desemprego”.

Se isso não bastasse, completa Suledil, visando aumentar a arrecadação, o governo do PT restabelece a CIDE, uma contribuição que vivia criticando na época da gestão do PSDB no governo federal. “A correção da tabela do imposto de renda, aprovada pelo Congresso Nacional, que aliviava a classe média e o trabalhador, da ordem de 6,5%, foi vetada pela presidente Dilma, que baixou medida provisória reajustando apenas em 4,5%, para fazer um caixa da ordem de R$ 7 bilhões ao ano”, observa Suledil.

O professor Suledil diz que o cenário de crise pode ser maior para os municípios fluminenses, porque o governo estadual demorou para tomar medidas e “mostra-se inerte com a perda de receita de ICMS que vem acontecendo desde 2014, quando confessou que o Estado deixou de arrecadar R$ 2 bilhões penalizando os municípios fluminenses na ordem de 25%”.

A situação da região tem um agravante a mais, lembra Suledil, que é a crise internacional do mercado do petróleo, onde a super oferta tombou as cotações na ordem de 60% em apenas oito meses, saindo de 115 dólares o barril para 48 dólares.

“A prefeitura de Campos vem tomando medidas. Primeiro, desde 2009, reduziu a sua dependência da receita petróleo, aumentando sua arrecadação própria. Mas ainda assim não pode deixar de se adequar à perda de arrecadação. Por isso, desde outubro a prefeita Rosinha identificou os primeiros sinais da crise nacional e saiu na frente, suprimindo contratos em 25%, mandando novo orçamento à Câmara e agora vai mais além, cortando 10% de salários dos secretários e de todos os cargos comissionados, além de fazer uma reforma administrativa com a redução de seis secretarias”.