O corpo do apresentador e locutor Cid Moreira será enterrado na sua cidade natal, em Taubaté, no interior de São Paulo. Ainda não se sabe a data e em qual cemitério será a cerimônia de despedida. O jornalista morreu aos 97 anos na manhã desta quinta-feira (3) em Petrópolis, na região Serrana do Rio, após falência múltipla dos órgãos.(Leia mais abaixo)
“Ele falou pra mim que ele quer ser enterrado em Taubaté. Ficar perto da primeira esposa, da filha que foi, do neto que foi, já conversei com os queridos deles que estão lá, já vão providenciar”, conta a viúva Fátima Sampaio.(Leia mais abaixo)
Cid nasceu e cresceu em Taubaté. A casa onde ele morava atualmente é a sede da pró-reitoria da Universidade de Taubaté e fica na mesma rua onde Cid conseguiu seu primeiro emprego como estagiário de contabilidade em uma rádio.(Leia mais abaixo)
Em nota, o governo do estado do Rio disse que disponibilizou o Theatro
Municipal do Rio, na Cinelândia, para “que haja uma grandiosa despedida”. No entanto, a família optou por fazer o velório no Parque Municipal Prefeito Paulo Rattes, em Itaipava, nesta tarde.(Leia mais abaixo)
O prefeito de Petrópolis confirmou a informação em nota e declarou luto oficial de 3 dias.(Leia mais abaixo)
“Cid Moreira tinha um carinho por Petrópolis, em especial por Itaipava, lugar que ele escolheu para morar nos últimos anos. O velório será realizado das 16h às 19h desta quinta-feira (3), no hall de entrada do parque”, afirma a nota.
Homenagem de apresentadores
Os apresentadores do Jornal Nacional, William Bonner e Renata Vasconcellos, lembraram das características e qualidades do colega Cid Moreira, de 97 anos.
Bonner, que sucedeu a Moreira em 1996, na reformulação do JN, lembrou da voz marcante do veterano que imortalizou com os bordões ‘Mister M’ e ‘Jabulani’. Por sua vez, Vasconcellos destacou a capacidade de conciliar quem tinha ideias opostas.
Em 2010, Jabulani deixou de ser apenas o nome da bola oficial do Mundial da África do Sul e caiu na boca do povo. O termo, que em zulu significa ‘celebrar’, virou febre graças à vinheta gravada pela voz inconfundível de Cid Moreira para as reportagens do “Fantástico” e as transmissões da TV Globo. O sucesso foi imediato.
“Quem não lembra do Cid falando: ‘Jabulaaaani!'”, lembrou o atual editor-chefe do JN, durante entrevista ao RJ1.
“O Cid, depois que saiu do Jornal Nacional, conseguiu ser marcante de outras formas, até com certo humor. Como participação no Fantástico. A voz do quadro do Mister M, quem não lembra? (Ele foi) A voz que imortalizou o nome de uma bola de futebol, durante a Copa do Mundo, em 2010, na África, do Sul”, lembra Bonner.(Leia mais abaixo)
“Esse é o profissional que chegava às casas das pessoas. O profissional que eu tive a honra e a felicidade de trabalhar, algumas vezes, era uma pessoa de extremo bom humor, embora tivesse mais idade que deu, que adorava brincadeiras”, destaca o atual editor-chefe do JN.(Leia mais abaixo)
Cid apresentou Jornal Nacional por 26 anos — e, daquela bancada, imortalizou o “Boa noite” no imaginário do público.(Leia mais abaixo)
Renata Vasconcellos salientou que o veterano no JN passava uma formalidade e ao mesmo tempo um sorriso de garoto.(Leia mais abaixo)
“Eu gostaria de destacar uma qualidade do Cid que é muito rara e maravilhosa: a capacidade de conciliar características opostas. Ele tinha toda a formalidade, o peso que o cargo de apresentador do Jornal Nacional exige, a sobriedade, a seriedade”, destaca Renata.(Leia mais abaixo)
“Mas, ao mesmo tempo com um olhar carinhoso, um sorriso quase maroto, de garoto, uma alma leve. E ele conseguia passar isso, ao mesmo tempo. Isso fazia com que os brasileiros se identificassem e se sentissem seguros na imagem de uma pessoa íntegra e ao mesmo tempo humana”, emenda ela.
Fonte: G1