A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indicou nesta quarta-feira (13) a autorização da aplicação da vacina CoronaVac em crianças de 3 a 5 anos. Por maioria simples, três diretores da agência já deram voto favorável à autorização da aplicação: Alex Campos, Meiruze Freitas e Rômison Mota. Apesar disso, a votação continua e pode ser suspensa caso os dois últimos diretores da Diretoria Colegiada da Anvisa peçam vistas (mais tempo para análise). (leia mais abaixo)
A Anvisa não determinou quando começa a vacinação: distribuição de doses, cronograma e alteração de planos dependem dos estados e do Ministério da Saúde. (leia mais abaixo)
A decisão foi tomada após a análise de um pedido apresentado pelo Instituto Butantan em 11 de março para liberação do imunizante contra a Covid-19 para essa faixa etária. (leia mais abaixo)
A Coronavac está autorizada para uso emergencial no Brasil desde o dia 17 de janeiro de 2021, mas foi somente em janeiro de 2022 que a agência regulatória autorizou a ampliação do uso da vacina para crianças e adolescentes de 6 a 17 anos de idade. (leia mais abaixo)
Agora, com essa nova aprovação da Anvisa, o imunizante pode ser aplicado em crianças a partir de 3 anos, mas não naquelas imunossuprimidas, que são pessoas com baixa imunidade. (leia mais abaixo)
“Apesar de as crianças não serem o rosto da pandemia, elas podem estar entre as maiores vítimas” disse Meiruze Freitas, segunda diretora da Anvisa e relatora do processo de aprovação. (leia mais abaixo)
“Sabemos que todas as crianças de diversos países estão sendo afetadas, mas os efeitos nocivos serão maiores para as mais vulneráveis, tanto economicamente, quanto para as com saúde mais debilitadas”, acrescentou. (leia mais abaixo)
Esquema vacinal e composição
O esquema vacinal para crianças a partir de 3 anos é o mesmo recomendado para os adultos: duas doses aplicadas em um intervalo de 28 dias. A vacina será a mesma já aplicada na população em geral.(leia mais abaixo)
A mudança na faixa etária e a restrição ao uso em pessoas com baixa imunidade foi defendida na análise de Gustavo Mendes, gerente de medicamentos da Anvisa.(leia mais abaixo)
“Nós temos uma realidade em que o contexto exige ações, estratégias para que a gente possa garantir uma cobertura vacinal, mas é preciso acompanhamento dos compromissos e dados para que a gente possa saber por quanto tempo estamos protegidos, quando vamos precisar de doses de reforço, como é o esquema vacinal para o futuro e o desempenho frente às variantes”, disse o gerente de medicamentos.(leia mais abaixo)
O grupo dos imunosuprimidos considera, por exemplo, pessoas com câncer, pessoas vivendo com HIV, transplantados e outros com o sistema imune fragilizado, o que deixa o paciente mais suscetíveis a infecções.(leia mais abaixo)
Especialistas e entidades defenderam a ampliação
Durante a reunião, a Anvisa também apresentou considerações de especialistas e entidades médicas para a aprovação da vacina para crianças a partir de 3 anos.(leia mais abaixo)
Para a Sociedade Brasileira de Imunizações, Sociedade Brasileira de Infectologia, Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, os benefícios da imunização nessa faixa etária superam os eventuais riscos associados à vacinação.(leia mais abaixo)
Apesar disso, as entidades sugeriram a realização de estudos que possam identificar a possibilidade de coadministração com outras vacinas pediátricas e uso da vacina em esquemas alternativos, com doses de reforço e intervalos de doses superiores.