09/08/2015 – às 13h40 – Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas
Além de esticar o período de ofertas, muitas lojas têm concedido descontos agressivos. O rebaixamento de preços chega a 80% em algumas peças. Para especialistas, a tática de ampliar as liquidações é a mais usada em tempos de crise, mas pode se desgastar. Isso porque o consumidor percebe rapidamente o movimento e acaba adotando a estratégia de não comprar peças de coleções novas, pois já sabe que em breve os preços serão rebaixados.
“O consumidor aprende muito rápido quando pode levar alguma vantagem. Este é o primeiro risco. O segundo é de quebrar o valor das marcas, ou seja, o comprador passar a valorizar onde está mais barato do que a marca que ele está comprando, a loja, a qualidade de atendimento. Isso acaba nivelando todos por baixo”, afirma o professor Ricardo Ladvocat, da ESPM Rio.
A auxiliar-administrativa Adriele Soares, de 27 anos, tem paixão por sapatos, mas costuma procurar por ofertas para poder continuar comprando. “Costumo esperar porque sei que os preços sempre caem depois de um tempo”, afirma ela, que aproveitou a liquidação de uma loja de sapatos no Centro para arrematar uma bota por R$ 100. “Não resisto a sapatos. Vi uma bota parecida com esta por R$ 300, mas optei por uma marca mais barata”, afirma.
A cautela na hora de comprar pode ser facilmente percebida por um passeio nas ruas do Centro. Apesar dos anúncios chamativos para os descontos, as lojas estão vazias.