Depois que a produção de petróleo entrou em declínio, o mercado do gás natural promete um novo ciclo virtuoso na região. A negociação de contratos futuros bate recordes no mundo. Embora a produção petrolífera ainda tenha capacidade de gerar receitas bilionárias, o Campos 24 Horas mostra como o Norte Fluminense busca a diversificação como polo nacional de energia. Agora, além das plataformas em alto mar para a extração do ouro negro, a paisagem reunirá á instalação de usinas térmicas, com a utilização do gás extraído da Bacia de Campos. (leia abaixo)
Em São João da Barra, a GNA (Gás Natural Açu) foi a primeira das unidades a sair do papel, inaugurada este ano no Porto do Açu, com previsão de abrigar mais outras duas plantas industriais. Já concluída e definitivamente instalada, a usina acaba de iniciar suas operações comerciais. (leia mais abaixo)
Com 1.338 MW de capacidade instalada, o suficiente para fornecer energia a 6 milhões de residências, o empreendimento contribuirá para a segurança energética do Sistema Interligado Nacional (SIN). A usina começou a ser construída em 2018 e empregou mais de 12 mil trabalhadores em diferentes momentos do projeto. Para priorizar a contratação de mão de obra local, a GNA criou um Programa de Qualificação Profissional gratuito, em que 56% dos alunos que concluíram os cursos foram contratados para trabalhar nas atividades da GNA, inclusive um número relevante de mulheres, incentivando a equidade de gênero na força de trabalho. (leia mais abaixo)
A usina conta com uma unidade de dessalinização, responsável pelo abastecimento de água do parque termelétrico. Essa unidade possibilita que a operação comercial se baseia em 100% de utilização de água do mar, reforçando o compromisso da GNA com a utilização racional dos recursos hídricos. (leia mais abaixo)
A GNA usina começou a ser construída em 2018 e empregou mais de 12 mil trabalhadores em diferentes momentos do projeto. Para priorizar a contratação de mão de obra local, a GNA criou um Programa de Qualificação Profissional gratuito, em que 56% dos alunos que concluíram os cursos foram contratados para trabalhar nas atividades da GNA, inclusive um número relevante de mulheres, incentivando a equidade de gênero na força de trabalho. (leia mais abaixo)
Além da UTE GNA I, a GNA irá construir a UTE GNA II, com 1.672 MW de capacidade instalada, suficiente para fornecer energia para 14 milhões de residências. Com 3GW de energia assegurados em contratos de longo prazo a 3,4 GW adicionais de expansão licenciada através dos projetos GNA III e GNA IV, o Complexo de 6,4 GW é o maior da América Latina e inclui um terminal para movimentação de Gás Nautral Liquefeito (GNL) onde está atracada a FSRU BW MAGNA, com capacidade para armazenar a regaseificar até 28 milhões de de m³/ dia. (leia mais abaixo)
A localização estratégica do Porto do Açu, próximo aos campos produtores de gás offshore, à malha de gasodutos terrestres e ao circuito de transmissão 500kV de energia possibilitará a malha de gasodutos terrestres e ao circuito de transmissão 500kV de energia permitindo a expansão do hub de gás e energia a partir do recebimento, processamento e transporte do gás natural associado e da integração entre o setor de gás com os setores elétricos e industrial. (leia mais abaixo)
Assim irá também desempenhar papel relevante e estratégico no desenvolvimento socioeconômico do país nos próximos anos. O investimento total planejado para o complexo de gás e energia a GNA é de cerca de USD 5 bilhões. (leia mais abaixo)
MACAÉ – Somente em Macaé, as projeções dos especialistas da área indicam planos de instalação de 14 usinas com capacidade total de 14 gigawatt (GW), o equivalente a capacidade de oferta de uma hidrelétrica de Itaipu. Os investimentos estão estimados em R$ 20 bilhões em uma década. (leia mais abaixo)
O canteiro de obras da Usina Termelétrica Marlim Azul de Macaé registrou a entrega do gerador que irá compor o sistema de produção da UTE, um dos mais modernos e eficientes do mundo. O equipamento de 500 toneladas tem a capacidade de produzir 615 MW (megawatt) por hora de energia, o suficiente para suprir o consumo direto de 1,5 milhão de pessoas. (leia mais abaixo)
Marlim Azul é a primeira a utilizar gás do pré-sal brasileiro para a geração de eletricidade. Será a primeira térmica do município a ser construída, em janeiro de 2023, projeto de R$ 2,5 bilhões operado pelo fundo Pátria Investimentos em sociedade com a Shell e a Mitsubishi Hitachi Power Systems Americas (MHPS). (leia mais abaixo)
A EDF Norte Fluminense, subsidiária do grupo francês Electricité de France (EDF) no Brasil, fechou contrato com a Arke Energia para realizar a operação e manutenção da Marlim Azul pelos próximos dez anos. (leia mais abaixo)
“A Arke… veio para consolidar o novo mercado de gás. Nosso primeiro projeto, a UTE Marlim Azul, demonstra que é possível gerar energia elétrica a preços competitivos a partir do gás natural”, disse o CEO da Arke, Bruno Chevalier. (leia mais abaixo)
Já o presidente da EDF Norte Fluminense, Emmanuel Delfosse, acredita que o contrato seja um “passo estratégico” na diversificação do portfólio da companhia. A termelétrica deve entrar em operação no final de 2022. (leia mais abaixo)
“O projeto está em plena fase de implantação e prima pela excelência em todos os seus aspectos, unindo a expertise de investimentos do Pátria, o gás fornecido pela Shell e a turbina da Mitsubishi Power. A parceria com a EDF Norte Fluminense é importante porque assegurará a continuidade dessa cultura de excelência também para a operação segura e eficiente da planta”, afirmou o CEO da Arke, Bruno Chevalier. (leia mais abaixo)
A implantação da usina vai gerar mais de 4 mil empregos diretos e indiretos e envolve contrato de financiamento de R$ 2 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). (leia mais abaixo)
A unidade foi o primeiro projeto vencedor dos leilões de energia com gás do pré-sal brasileiro. A localização é estratégica, estando próxima ao Terminal de Cabiúnas (Tecab), destino do gás natural oriundo do Pré-sal via gasoduto Rota 2.
A usina acrescentará cerca de 510 MW médios ao Sistema Interligado Nacional — o suficiente para atender mais de 2 milhões de domicílios. A previsão é que sua implantação seja concluída até o final de 2022 ou início de 2023. (leia mais abaixo)
O Instituto Estadual do Ambiente (INEA) também já concedeu licença para a implementação de outras três usinas termelétricas, com potência instalada de 168MW, em Macaé. A autorização foi dada à companhia Vale Azul Energia Ltda. (leia mais abaixo)
O projeto prevê a instalação das UTE’s Vale Azul I, II e III, que deverão operar como produtoras independentes de energia, conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). (leia mais abaixo)
A localização do empreendimento foi escolhida devido à grande demanda energética na região Sudeste e à proximidade com Cabiúnas, responsável por abastecer as usinas com gás natural. (leia mais abaixo)
As usinas, que devem ocupar uma área de 111 mil m², integram o quadro produtor de energia da cidade. Macaé já conta com duas termelétricas a gás: a UTE Norte Fluminense e a UTE Mário Lago, com 928MW, às margens da Rodovia BR-101. (leia mais abaixo)
O economista Ranulfo Vidigal avalia que o boom do gás natural deve favorecer Macaé e São João da Barra. “Com a instalação deste parque regional de usinas termelétricas, esses dois municípios deverão contar com um importante valor adicional de ICMS, que são receitas crescente, perenes e menos voláteis, ao contrário dos royalties, cujos valores oscilam de acordo com algumas variáveis. ”, disse. (leia mais abaixo)
Por outro lado, o economista disse estar preocupado com o desequilíbrio em relação a Campos. “Neste caso são preocupantes as projeções para Campos, que tem registrado quedas nas receitas de ICMS. Até porque na parte de geração de empregos, essas termelétricas criam muitas vagas de trabalho na fase de construção. Depois que entram em fase de operação não gera tantos empregos assim para a região”, admitiu. (leia mais abaixo)
Para Ranulfo, além das receitas de IMCS, as termelétricas deverão proporcionar um cenário positivo para o desenvolvimento regional. “A oferta e a demanda do gás para fins industriais e residenciais irá proporcionar à região algo fundamental para o seu desenvolvimento. Com a escassez hídrica que vai continuar no país, a oferta de outras alternativas de fontes de energia irá atrair empreendimentos e plantas industriais, como na retroárea do Porto do Açu, por exemplo”, afirmou. (leia mais abaixo)
ENERGIA EÓLIGA – Há ainda na região a produção de energia através dos ventos em São Francisco de Itabapoana, através do Parque Eólico com 17 aerogeradores que gera em um dia 28 MW, o que abasteceria uma cidade com 80 mil habitantes. É a primeira central geradora de energia eólica da Região Sudeste. (leia mais abaixo)
O parque eólico criado pela Gesa – Gargaú Energética S/A, é operado pela Omega Geração, uma plataforma de investimentos em geração de energia 100% limpa. (leia mais abaixo)
Estima-se que a obra, avaliada inicialmente em R$ 140 milhões, tenha custado o dobro. Ao todo, são 17 torres aerogeradores de 1,65 MW que integram o empreendimento, cada um com 120 metros de altura. (leia mais abaixo)
A energia produzida em Gargaú segue para uma central para posteriormente ser distribuída nacionalmente, através dp Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). (leia mais abaixo)
O parque ocupa uma área de 500 hectares, porém, apenas 1,7 de toda a área é usada. São ao todo 17 torres que possuem 80 metros de comprimento, podendo alcançar 110 metros totais com uma das hélices na vertical. Só o eixo de giro das abas pesa 70 toneladas.