quinta-feira, 15 de agosto de 2013 – Foto: Filipe Lemos / Campos 24 Horas
Frederico Paes e José do Amaral apresentaram dados durante reunião nesta quinta-feira
A falta de mecanização de pequenos produtores e a ação irresponsável e criminosa de algumas pessoas continuam gerando transtornos para a população de Campos e para o setor sucroalcooleiro, com queima de cana-de-açúcar em toda a região, segundo dados apresentados na tarde desta quinta-feira(15/08). No ano passado, 38 casos de queima clandestina foram registrados, mas a situação este ano é pior.
As informações são do presidente da Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro),Frederico Paes, que enfatizou que um relatório foi apresentado ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que tem um cadastro do produtor capaz de contribuir para a atuação de órgãos que combatem a queima. Trata-se de um sistema que contém informações indicando o local propriedade, e em que período o produtor está autorizado a fazer a queima.

Nesta tarde, o presidente da Coagro, o coordenador de relações trabalhistas e sindicais, José do Amaral, e produtor de cana de açúcar do município de Quissamã, Guilherme Peixoto, realizaram uma reunião, durante a qual foi feito um alerta às autoridades.
Frederico diz que não são os cooperados da Coagro os autores das inúmeras queimadas, já que estes são os maiores interessados na colheita da cana crua, pois, com a queima, o produto perde teor da sacarose, entre outros problemas.
“A responsabilidade vai além dos caçadores de preá. A queima avança para áreas, como brejos e mananciais. Isso tem que ser combatido. A Coagro tem cinco caminhões para combate à queimada, número insuficiente para atender a quase dez mil produtores”, disse o presidente.