O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, disse nesta sexta-feira (5) que, se eleito, irá dispensar Minas Gerais do pagamento das parcelas da dívida com a União por quatro anos.
Com as contas em situação crítica, Minas está entre os estados que renegociaram o seu endividamento com o governo federal.
O candidato defendeu que seja feita uma “reestruturação da dívida” a fim de recuperar as finanças do estado.
Segundo ele, uma das medidas seria indenizar o estado pelas perdas com a Lei Kandir – lei que isentou as exportações de produtos primários e semielaborados do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A segunda proposta trataria de mudanças na Previdência Social do estado.
“Vou dispensar Minas Gerais, por quatro anos, do pagamento das parcelas da dívida. E gerar um conjunto de providências em duas direções. Uma, indenizar os débitos da Lei Kandir, que o Brasil está devendo a Minas Gerais. E isso está fazendo muita falta. E a segunda, ajudar Minas Gerais a reestruturar o seu sistema de previdência social”, disse Ciro Gomes durante ato de campanha em Ibirité (MG).
Na cidade, que fica na região metropolitana de Belo Horizonte, ele fez uma caminhada, cumprimentou eleitores e entrou em algumas lojas.
Em entrevista à imprensa, falou sobre as suas propostas para a geração de empregos. Segundo ele, assumindo o governo, é possível já começar a resolver a questão, enquanto “desratiza” o Palácio do Planalto da corrupção.
“O emprego para o povo dá para resolver, a partir dos primeiros dias, enquanto a gente toca a desratização, né, do Palácio do Planalto e do governo brasileiro, que está entregue à corrupção”, disse.
Para recuperar a economia, ele citou quatro “motores” do seu programa de governo, incluindo uma das principais bandeiras de sua campanha: o programa batizado de Nome Limpo, voltado aos consumidores endividados e com o nome sujo no Serviço de Proteção ao Crédito.
Outras propostas dele têm como enfoque estimular o investimento empresarial e o público.
Campanha eleitoral
Sobre a atual campanha eleitoral, Ciro Gomes afirmou que é “a continuação da guerra política” que começou em 2014 com a polarização, na época, entre PT e PSDB.
“Essa campanha tem que libertar o Brasil dessa confrontação odienta”, disse, referindo-se ao embate entre os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).
“Quero pedir a Deus que ilumine a minha palavra, porque eu sou o único, pelas circunstâncias que aconteceram, que pode salvar o Brasil desse confronto. Eu sou o único que ganha, com folga, do Bolsonaro, que é a precipitação na direita fascista, nazista, militarista, radical que aprofundará a divisão do Brasil. E eu sou o único que vence o Haddad, para também dar uma resposta a esse antipetismo, que, em parte não se justifica, mas, em parte grande, vem das contradições do PT”, afirmou.
Fonte: G1