Cheia: Comandante da D. Civil diz que DNIT e Inea têm de assumir responsabilidades

“São quatro mil pessoas em risco na localidade de Três Vendas. Não há como esperar. O dique da Boianga, em Três Vendas, está rompido desde 2020. Com isso, a força da água do rio Muriaé que chega à BR-356 é grande. Os órgãos, especialmente o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), tem de adotar medidas concretas. É hora de cada órgão assumir suas responsabilidades, porque o cenário naquele local é preocupante”. A declaração em tom forte é do comandante da Defesa Civil Municipal, coronel Alcemir Pascoutto, que falou ao Campos 24 Horas na noite desta terça-feira (8) a respeito da situação da BR-356 entre Campos e Cardoso Moreira, e também sobre moradores de bairros e localidades que estão sendo atingidos por águas das cheias por conta de comportas com problemas em canais. Nesse caso, a responsabilidade direta nas comportas é do Instituto Estadual do Ambiente (INEA). (leia mais abaixo)

“A BR-356 não foi projetada como dique, por isso há risco de rompimento com a força da água. Há um ponto da rodovia que tem uma cavidade perto de uma manilha. Se a água do Muriaé romper esta rodovia, mil famílias podem ter suas casas atingidas em Três Vendas”, destacou Pascoutto, que citou outros pontos críticos de Campos com as últimas chuvas. (leia mais abaixo)
 “Há muitas comportas com problemas em canais que cortam localidades e bairros populosos do município. Minha equipe tem atuado, por exemplo, em bairros como Novo Jóquei, Vila Menezes e Beira do Taí, que são atingidos pelas águas que vem de canais, cujas comportas estão com problemas. É aí que entra o INEA. É o momento de todos assumirem suas responsabilidades, pois temos milhares de famílias que dependem das ações dos governos municipal, estadual federal”, explicou o comandante da Defesa Civil.