O maior desafio no combate à pandemia do Covid-19 hoje em Campos é convencer a população da importância da vacinação e continuar com o uso de máscaras, disse o subsecretário de Atenção Básica, Charbell Kuri, ao Campos 24 Horas. Segundo o infectologista, os desafios são muitos, mas de acordo com cada momento da pandemia. (Leia mais abaixo)
— No principio, os desafios iniciais eram o distanciamento social, respeitar regras como uso de mascaras e todos os procedimentos de higiene. A nossa tarefa também era a de criarmos consciência coletiva da importância de nos prevenirmos, reduzir a transmissão através da redução dos encontros pessoais, e por isso logo cancelamos todos os eventos, inclusive festas de Natal, Ano Novo e tudo mais. À medida que avança com vacinação, os desafios são outros. Nossa tarefa primordial é acelerar a vacinação na medida em que tivermos vacinas e convencer pessoas da importância da vacinação— disse. (Leia mais abaixo)
Na medida em que caem os casos de notificações e óbitos, um certo relaxamento atinge uma parte da população ainda não totalmente imunizada. Não apenas em Campos, mas no Brasil como um todo. (Leia mais abaixo)
Charbell frisou ainda que outra preocupação agora é acelerar a vacinação dos adolescentes. “Outra preocupação nossa é reduzir bolsões de susceptíveis, que são pessoas que não se vacinaram e contribuem para o retorno da doença, e se tornam ainda um número importante. Um exemplo clássico agora são os adolescentes. É um numero grande de pessoas ainda não alcançadas pela vacinação plena”. (Leia mais abaixo)
Outro desafio importante, afirma Charbell, é continuar convencendo as pessoas de necessidade manter a máscara. “O uso de máscaras continua sendo necessário, entre outras precauções, até que a gente atinja pelo menos 80% de imunidade de rebanho, com pessoas que tenham tomado duas doses completas ou a dose única. Enfim, à medida em que a gente vá favorecendo essa vacinação, com duas doses e aumentando a cobertura, os desafios vão sendo outros”, acrescentou. (Leia mais abaixo)
Além disso também, vamos continuar sabendo fazer a flexibilização segura com abertura de eventos, dentro de procedimentos com certa segurança, sempre cobrando cartão de vacina para que esses eventos aconteçam. Com todas as dificuldades que o sistema público tem, procuramos fazer isso com mínimo de segurança”, ressalvou. (Leia mais abaixo)
Charbell comentou também outra indagação da reportagem referente a fatos que tem ocorrido em Campos e no país relacionado às pessoas que, mesmo tomando a segunda dose de vacina, sucumbiram à doença. (Leia mais abaixo)
“Sim, nem todas as vacinas são 100% eficazes. Acontece que com a vacinação inicial e a alta taxa de transmissão viral, a gente estava vivenciando um momento de muita transmissão com muitas pessoas vacinadas. Era inevitável que a gente ainda tivesse pessoas tendo doença, mesmo que vacinadas. Acontece que com o crescimento da vacinação, com uma ou duas doses, e agora com a terceira dose, efetivamente fazemos um movimento de levarmos o vírus à sua eliminação, e suprimirmos a transmissão viral é o objetivo da vacinação. Obviamente que a gente espera resultado imediato, mas a vacinação depende de alcançar máximo de pessoas para que ela tenha o máximo de eficácia”, ponderou. (Leia mais abaixo)
O epidemiologista enfatizou ainda que a vacinação em massa ainda é a saída para eliminar o vírus e enalteceu a evolução na produção de vacinas mais eficazes como a Pfizer. Ainda de acordo com Charbell, a meta é atingir um percentual elevado de imunização a fim de que se alcance a imunidade de rebanho. (Leia mais abaixo)
“A meta é alcançarmos mais ou menos 80% de cobertura, e assim mais rapidamente fazermos o processo de flexibilização. Não há um caminho mais fácil hoje do que vacinação, não existe outro atalho que não seja a vacinação, nem um caminho mais seguro que não seja vacinação. E é claro que há vacinas mais seguras e eficazes que estão sendo lançadas a todo momento. A gente agora está usado cada vez mais a Pfizer que e uma vacina que tem se mostrado extremamente eficaz e que chega como uma vacina de reforço da Coronavac, e isso tem sido muito importante para aumentar taxa de anticorpos. Os estudos apontam que em cada dez pessoas internadas, nove são pessoas não vacinadas” (Leia mais abaixo)
Para quem já tomou a segunda dose, Charbell avisa que a imunização não para por aí. Há ainda a necessidade de uma terceira dose, seis meses após a última vacinação. (Leia mais abaixo)
“Quem tomou a segunda dose deve se lembrar que nós estamos agora lançando a terceira, que é uma dose de reforço. Basta olhar no seu cartão de vacina ou no sistema Conect SUS qual foi a data de sua segunda dose, ali você observa a data e contar seis meses. É uma vacina de tecnologia diferente da vacina anterior. Então, se você tomou a segunda dose de Coronavac ou Astrazeneca, esta vacina de reforço é com a Pfizer, seis meses após a segunda dose”, reiterou. (Leia mais abaixo)
Por fim, Charbel informou ainda que os casos de óbitos nas últimas semanas têm atingido idosos, mas também pessoas de menos idade. “A faixa etária de maior mortalidade das últimas semanas tem sido aquilo que a gente tem apresentado nas últimas reuniões do gabinete de crise: um aumento de mortalidade na faixa etária acima de 70 a 80 anos, muitas vezes causado pela falta da terceira dose, pois os anticorpos em quem já tomou as duas doses eles se reduzem depois de seis meses, daí a importância de uma dose de reforço. Mas há também um deslocamento do número de óbitos para as faixas mais jovens que ainda não estão com um sistema de vacina completo, entre 40 a 50 anos de idade”, finalizou.