A depois de vencida a batalha contra a Covid, agora é a vez da Ômicron. A variante procedente da África é o próximo inimigo a ser enfrentado. Na reunião do Gabinete de Crise do Combate à Covid, nesta segunda-feira (06), o subsecretário de Vigilância Sanitária e Atenção Básica da Secretaria de Saúde de Campos, Charberll Kuri, alertou para a transmissibilidade da nova cepa, as relações econômicas e o trânsito de pessoas do continente africano para a região da Bacia de Campos. (leia mais abaixo)
“A África é um lugar de embarque e desembarque de trabalhadores das plataformas de petróleo. Pessoas viajam para a África e voltam de lá. E onde ficam localizadas essas pessoas e empresas da indústria do petróleo? Em Campos e Macaé”, disse. (leia mais abaixo)
Charbell Kuri lembrou que de cada 100 embarques nas plataformas de petróleo, sete são de Campos. “Dali do heliponto do Farol, Campos recebe pessoas do Brasil e do mundo. Estou até achando estranho que essa variante (ômicron) não tenha aparecido em nossa cidade, como ocorreu com a delta. Então, nossos cuidados precisam ser redobrados, até porque a África tem apenas 2,5% da sua população vacinada”. (leia mais abaixo)
Ao mencionar as fragilidades do continente africano, Charbell Kuri defendeu uma ação dos países ricos para distribuir vacinas a fim de imunizar a população africana. “O desequilíbrio vacinal no mundo é grande Há países que vacinaram muito, outros que vacinaram pouco. De que adianta vacinar a população nos Estados Unidos, Brasil e Europa, e não vacinar na África?”, questionou. (leia mais abaixo)
Além de ser mais agressiva, a ômicron resiste anticorpos, lembra o infectologista. “Se você tiver a ômicron, mesmo que você tenha anticorpos, ela pega você de uma forma que é preciso estar com a imunidade vacinal bem fortalecida. Para que se tenha uma ideia, a delta é 97% mais transmissível do que a cepa original. Essa (ômicron) é mais que a delta. A variante Alfa (B 1.1.7.) tem 50 mutações em relação à cepa original. A ômicron tem o dobro. Então, é possível que tenhamos uma variante de mais alta transmissibilidade”. (leia mais abaixo)
Charbell adverte que o surgimento de novas cepas indica que a luta contra a Covid 19 ainda não acabou. “A nossa rede de atendimento de Covid não foi desmobilizada. Só quando a OMS (Organização Mundial de Saúde) disser que está tudo controlado. Nossos leitos privados de UTI estão zerados ou com um ou dois pacientes. Os leitos de UTI do SUS tem dois ou três pacientes. E os leitos clínicos do SUS estão também zerados, mas o vírus continua por aí. Os cuidados precisam continuar”.