Um cenário diferente no campo político, em que seja de fato estabelecido um novo pacto nas relações entre o Palácio Guanabara e Campos, município que é considerado a capital do Norte Fluminense e que precisa, mais do que nunca, da união de suas lideranças para obtenção de recursos para recuperação da economia. Essa é uma articulação do governador Cláudio Castro (PL) de pacificação entre o prefeito Wladimir Garotinho e o secretário de Estado de Governo, Rodrigo Bacellar (SD), líderes de grupos políticos locais, que são adversários há muitos anos. Diante das dificuldades impostas pela crise econômica recessiva, o campista vê duas das principais lideranças políticas do município optarem pelo pacto proposto pelo chefe do Executivo estadual, onde as querelas regionais parecem substituídas pela pacificação em nome de uma política voltada para o desenvolvimento e também pelo projeto político de reeleição ao Palácio Guanabara. De acordo com informações obtidas pelo Campos 24 Horas, o pacto pode ainda ter reflexo na Câmara Municipal, onde Rodrigo tem ligação política estreita com alguns vereadores, os quais são oposição ao governo Wladimir. (leia mais abaixo)
Como secretário de Governo, Rodrigo Bacellar é uma espécie de braço direito do governador. Atingiu esse status por conta de sua hábil capacidade de articulação política, turbinada com sua presença relevante na disputa eleitoral no ano passado, quando montou um grupo político que praticamente levou a realização de um segundo turno nas eleições municipais, quando o médico Bruno Calil despontou como candidato considerado como fiel da balança no pleito municipal. (leia mais abaixo)
Também aliado do governador, o prefeito Wladimir tem obtido ganhos através de parcerias com o Palácio Guanabara. A principal obra será a reconstrução do Hospital Geral de Guarus (HGG), onde a estrutura física precária das instalações paralisou o atendimento na unidade de saúde. (leia mais abaixo)
Outros frutos também foram colhidos como a instalação de um destacamento do Corpo de Bombeiros, num terreno cedido pela prefeitura, em Baixa Grande. A prefeitura disponibilizou uma área. (Leia mais abaixo)
Durante a visita de Castro a Campos, com um simbólico aperto de mãos foi selado um armistício entre acirrados oponentes que travavam uma briga política na esfera local. Afinal, Campos é uma cidade de mais de 500 mil habitantes, onde a matriz econômica que antes tinha base numa decadente lavoura canavieira e na indústria do açúcar e do álcool, mas que hoje ainda não encontrou alternativas que substituíssem estas atividades econômicas tradicionais. (leia mais abaixo)
As atividades endógenas como o Porto do Açu e a indústria do petróleo geram empregos e fazem circular dinheiro em Campos. (leia mais abaixo)
Mas ainda assim a economia de Campos registra baixo dinamismo. Hoje a realidade escancara suas fragilidades, onde pelo menos 45 mil famílias são socorridas pelo programa Bolsa Família. (leia mais abaixo)
Logo, trazer indústrias e atividades que impulsionem o desenvolvimento com a geração de empregos é fundamental para a retomada do crescimento econômico. (leia mais abaixo)
CAMPOS É QUEM GANHA – No mês de maio, Bacellar e o governador articularam o desembarque da Italac em Campos, uma das maiorias indústrias de laticínios do país, com investimentos da ordem de R$ 90 milhões. A expectativa é de uma geração de 100 empregos na unidade e outros tantos no campo. (leia mais abaixo)
“Este governo tem um projeto de retomada econômica do interior. Estado forte só existe com um interior forte”, disse Rodrigo Bacellar. (leia mais abaixo)
Castro ainda inaugurou um posto do Detran, a Casa do Produtor, a reforma da UPA (unidade de pronto atendimento) de Guarus e a Fundação da Infância e Adolescência (FIA), na Cidade da Criança, no Parque Alzira Vargas. O chefe da UPA é o próprio Bruno Calil. (leia mais abaixo)
Entretanto, a mais importante notícia para a região será a retomada das obras da Ponte da Integração, que liga os municípios de Campos, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana. (leia mais abaixo)
Cláudio Castro disse que já manteve contato com Rodrigo Nascimento, presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), onde o processo se encontra paralisado. “Esta semana agora vou manter outra reunião com o presidente Rodrigo Nascimento, que já me adiantou que se depender de sua vontade vamos remover logo os entraves para termos adiante o início das obras. Até porque já existem recursos disponíveis para a sua conclusão”.