11/10/2016 18h50 | Foto: Divulgação
A CBF comunicou nesta terça-feira (11), a clubes e federações, que estão proibidas, nas cinco rodadas finais do Campeonato Brasileiro, partidas serem marcadas para fora do estado onde fica o clube mandante. A medida é válida para as Séries A e B. O objetivo é evitar a venda de mandos de campo, priorizando a questão técnica, buscando o equilíbrio.
Com isso, os jogos até podem sair de sua sede original, desde que se mantenham unidade de federação do clube mandante. Exceções só serão aceitas em casos de punição aplicada pelo STJD ou impossibilidade de realização da partida dentro das exigências do Regulamento Específico da Competição e do Regulamento Geral das Competições.
A venda do mando de campo gerou polêmica na útltima passada, quando o América-MG, praticamente rebaixado à Série B, aceitou negociar, por cerca de R$ 700 mil, a sede da partida contra o Palmeiras (SP), tirando o jogo de Belo Horizonte, e levando para Londrina, onde a torcida do Verdão foi maioria.
A diretoria do Flamengo ficou extremamente irritada com a decisão. O Rubro-Negro ficou insatisfeito por a decisão ser tomada somente depois de o Palmeiras ter enfrentado o América (MG) fora do estádio do adversário. Ainda mais porque O Fla tinha a expectativa de, a exemplo do time paulista, enfrentar o América fora do Independência.
– Eu acho um absurdo, claro. Vou achar o quê? Logo depois do jogo com o Palmeiras, o América leva o jogo para um campo que é tão palmeirense quanto o Allianz Parque. O pior é que ainda vem escrito lá (no ofício) que é “para preservar o equilíbrio das competições” – reclama o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, que continou manifestando seu descontentamento.
– Tínhamos o conhecimento de que poderia o América vender, e acho que seria justo. Esperávamos que, para equilibrar, pudesse ser feito conosco a mesma coisa que foi feita com o Palmeiras, mas não pode. Vamos fazer o quê? – concluiu.